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O Google Pixel 11 “deu as caras” (aka vazou)

Eu sei muito bem que é muito difícil ver um smartphone do Google no mercado brasileiro. Afinal de contas, a gigante de Mountain View entende que o nosso país é a segunda ou a terceira divisão da telefonia móvel, mesmo sendo um dos maiores mercados globais no setor.

Mas isso não impede o brasileiro de sonhar. Mesmo que o foco do Google com a linha Pixel seja os Estados Unidos e a Europa (deixando a gente apenas com caixas de som e fones de ouvido), é de conhecimento que muitos de nós sempre olhamos para esses smartphones como autênticos objetos de desejo.

Por isso, entendo que vale a pena escrever algo sobre o mais recente vazamento de informações relacionadas ao futuro Google Pixel 11, o próximo smartphone da gigante de Mountain View.

Até porque vocês adoram ler sobre rumores e informações antecipadas.

 

Um refinamento estético

Os recém-divulgados renders CAD relacionados ao Google Pixel 11 que circularam agora no final de março de 2026 (para quem está lendo este artigo no futuro) apontam para uma abordagem de design mais focada em polimentos do que em revoluções estéticas.

A principal mudança perceptível está na parte frontal do dispositivo, onde as molduras ao redor da tela parecem consideravelmente mais finas em comparação ao Pixel 10, um dos pontos mais criticados no modelo anterior.

Na traseira, a icônica barra de câmera que atravessa toda a largura do telefone ganha um visual monocromático, abandonando o acabamento bicolor que marcava as últimas gerações para adotar um tom totalmente preto, que contrasta fortemente com o restante da carcaça.

Contudo, é válido destacar que essas representações são baseadas em medições preliminares e as cores apresentadas podem ser apenas placeholders para destacar os detalhes, não representando necessariamente as opções finais de comercialização.

Levando em consideração o tempo que falta para uma hipotética apresentação oficial do dispositivo (e isso NÃO deve acontecer na próxima edição do Google I/O), é possível sim que a cara do Google Pixel 11 seja essa mesma.

Mas… vamos aguardar pelos próximos acontecimentos ou vazamentos.

 

Consistência estrutural e na ergonomia

Apesar dos ajustes estéticos, a identidade visual consolidada pelo Google permanece intacta, marcando o terceiro ano consecutivo desse ciclo de design.

As dimensões vazadas de 152,8 x 72 x 8,5 mm são praticamente idênticas às do Pixel 10, com uma redução quase imperceptível na espessura, garantindo que o dispositivo continue a oferecer uma pegada compacta e confortável, algo que tem se tornado um diferencial em um mercado dominado por telas cada vez maiores.

A estrutura de laterais planas e a posição peculiar do botão de energia, localizado acima do controle de volume (contrariando o padrão da maioria dos concorrentes Android), também foram mantidas, reforçando a continuidade ergonômica da linha.

Sinceramente? Não há qualquer motivo que justifique o Google a mexer no time que está ganhando.

Os smartphones Google Pixel são facilmente identificáveis junto ao grande público, e estão com um design mais do que consolidado. Mudanças muito radicais neste aspecto podem espantar o público que a marca já possui.

Por outro lado, há quem se incomode com o continuísmo de design do Google que, neste aspecto, segue os passos da Apple. E por causa disso, pode receber as mesmas reclamações.

 

Chip Tensor G6 e nova parceria de modem

As expectativas giram em torno de uma atualização no desempenho e conectividade no Google Pixel 11.

O dispositivo deve ser equipado com o novo processador Tensor G6, desenvolvido em parceria com a TSMC e utilizando um processo de fabricação de 2nm ou 3nm, o que promete ganhos consideráveis em eficiência energética e processamento de inteligência artificial.

A mudança mais estratégica, no entanto, pode estar na conectividade: rumores indicam que o Google finalmente abandonará os modems da Samsung, adotando o MediaTek M90.

A troca é aguardada com grande expectativa pela comunidade, pois visa resolver antigas queixas relacionadas a instabilidade de sinal e superaquecimento, entregando velocidades de download de até 12 Gbps e maior eficiência no consumo de bateria.

A mudança do hardware (nos dois aspectos) está mais do que justificada para atender a um requisito que virou regra nos smartphones atuais: a inteligência artificial.

Uma vez que os principais modelos generativos ainda não estão rodando em modo local nos dispositivos, o caminho natural é preparar os telefones para uma melhor performance das pequenas porções de IA que estão nas entranhas do sistema operacional.

E como todo o resto dessas plataformas depende do acesso à nuvem, ter um modem mais rápido deve melhorar a experiência de uso também neste aspecto.

É claro que a bateria do smartphone será beneficiada. Mas não podemos ignorar que o mundo da tecnologia gira hoje em torno da inteligência artificial, e tal aspecto não é menosprezado por nenhum fabricante.

 

As demais configurações

Para lidar com as demandas do Tensor G6 e das funcionalidades avançadas de IA, espera-se que o Pixel 11 mantenha os 12 GB de RAM, uma quantidade que ainda garante fluidez para o multitarefa pesado e os recursos de edição de fotos no dispositivo.

No armazenamento interno, há uma forte especulação de que o modelo básico pode finalmente abandonar os 128 GB, passando a oferecer 256 GB como padrão, seguindo uma tendência já adotada por concorrentes como Samsung e Apple nos últimos lançamentos.

E passou da hora da indústria de smartphones relegar os 128 GB de armazenamento aos smartphones de entrada. Mesmo considerando a crise das memórias, apenas os usuários mais básicos conseguem lidar com uma memória que, para os intermediários e avançados, se tornou insuficiente, pela demanda de fotos, vídeos e aplicativos.

A bateria deve contar com uma célula de 5.000 mAh, um número robusto para um aparelho compacto, que, combinado à eficiência do novo chip e do modem, pode resultar em uma autonomia de bateria muito superior à dos antecessores.

Só resta a dúvida aqui se o Google vai dar o salto para o silício-carbono na bateria do Google Pixel 11, ou se vai ser continuísta e manter a bateria de lítio que, na minha opinião, está se tornando um item jurássico.

A tela segue sendo o elogiado painel LTPO AMOLED de 6,3 polegadas, que permite uma taxa de atualização variável entre 1 e 120 Hz, equilibrando desempenho visual e economia de energia.

 

Especulações sobre preços e datas de lançamento

O cronograma de lançamento deve seguir a tradição estabelecida nos últimos anos, com o Google programando um evento para meados de agosto de 2026, colocando o Pixel 11 no mercado antes do lançamento dos novos iPhones, mas logo após os novos dobráveis da Samsung.

Como disse antes, o Pixel 11 deve chegar ao mundo DEPOIS do Google I/O 2026, que já tem data definida para os dias 19 e 20 de maio. E se tornou cada vez mias raro ver a gigante de Mountain View apresentando novos dispositivos no seu evento para desenvolvedores.

No que diz respeito ao preço, a meta inicial parece ser manter a estabilidade de valores, com o modelo básico sendo cotado a partir de US$ 799 (cerca de R$ 4.600 em conversão direta, sem impostos).

Contudo, analistas alertam que esse valor pode sofrer ajustes de última hora devido à volatilidade dos custos de componentes como memória RAM e armazenamento, sendo o preço final definido apenas na semana que antecede o anúncio oficial.

Não será surpresa se o Google Pixel 11 chegar mais caro do que o esperado, já que o cenário de momento passa longe de ser dos mais favoráveis. Mas vamos aguardar pacientemente por mais informações e vazamentos sobre o tema para um parecer mais preciso sobre os custos dessa brincadeira.

É uma pena que o Google entende que não vale a pena trazer o seu smartphone para cá. Mas… quem sabe o Sundar Pichai muda de ideia sobre a gente com o passar do tempo.

 

Via Android Headlines