
A ansiedade toma conta dos fãs da Samsung, que aguardam ansiosamente o próximo grande lançamento da marca. O evento Galaxy Unpacked está marcado para o dia 25 de fevereiro em São Francisco, e os vazamentos, como de costume, resolveram aparecer para esquentar os motores.
Mas se você esperava por revoluções energéticas no topo de linha, é melhor respirar fundo antes de continuar a leitura, pois a sua decepção será enorme.
De acordo com imagens promocionais vazadas pela Samsung México, o novo Galaxy S26 Ultra pode chegar ao mercado com uma estratégia bastante conservadora em dois pontos cruciais: bateria e carregamento.
As informações, que circulam em diversos sites de tecnologia, mostram um cenário de continuidade que pode desapontar quem sonhava com números mais agressivos.
A partir de agora, vamos compartilhar os detalhes desse vazamento e entender o que esperar (ou não) do novo carro-chefe da Samsung na bateria. Descubra o que muda e, principalmente, sobre o que fica igual no Galaxy S26 Ultra.
A mesma capacidade de sempre na bateria…

Os novos materiais promocionais vazados indicam que o Galaxy S26 Ultra continuará com uma bateria de 5.000 mAh. Esse é o mesmo patamar visto no S25 Ultra e em diversos modelos anteriores da linha Ultra, o que mostra uma clara opção da Samsung por não aumentar a capacidade física do componente.
Em um mercado onde concorrentes já estão embarcando baterias de 6.000 mAh ou até superiores, a decisão pode parecer um tanto quanto arriscada. A justificativa, porém, pode estar no foco em eficiência energética do novo processador e em um design mais fino, já que o aparelho deve medir apenas 7,9 mm de espessura.
A notícia deixa sim um gosto amargo de decepção nos usuários que esperavam por uma bateria maior no Galaxy S26 Ultra. E o motivo para o conservadorismo da Samsung só pode ser explicado na não adesão da tecnologia de silício-carbono.
O pragmatismo dos sul-coreanos nas baterias de lítio é, neste momento, algo constrangedor para uma marca do porte de uma Samsung. Eu me pergunto até quando a empresa vai seguir neste caminho, considerando todas as evoluções alcançadas neste aspecto tecnológico.
60W que não fazem milagre
Apesar dos rumores de que o novo Ultra poderia finalmente pular para os 60W de carregamento rápido, o ganho prático parece ser irrisório. O vazamento mais recente aponta que o S26 Ultra vai de 0 a 75% em 30 minutos, um número idêntico ao alcançado pelo S25 Ultra com seus 45W.
Isso sugere que, mesmo que o pico de potência seja maior (chegando a 60W), o sistema de gerenciamento térmico e a curva de carregamento devem priorizar a saúde da bateria a longo prazo. Na prática, você não sentirá uma diferença tão grande assim na hora de dar aquela carga rápida antes de sair de casa.
Uma escolha puxa a outra, de forma quase inevitável. Se a Samsung não coloca uma bateria maior no smartphone, não há muitos motivos para colocar um recurso de recarga tão mais rápida no dispositivo, o que deixa o usuário estacionado neste aspecto.
De novo: este é mais um ponto de contraste em relação aos seus concorrentes diretos de outras marcas, especialmente aquelas vindas da China. E a Samsung terá que lidar com isso e, muito provavelmente, com uma reação um pouco mais indigesta por parte do consumidor.
Se bem que… em um ano tão complicado como o de 2026 (por conta da crise das memórias), mexer em time que está ganhando pode ser um erro ainda pior do que ousar. E aqui, já dá para ver um certo esforço por parte da Samsung para manter os preços do dispositivo minimamente viáveis para justificar a sua chegada ao mercado.
Câmeras: o mesmo conjunto poderoso de sempre

O conjunto fotográfico traseiro do S26 Ultra deve ser uma repetição do que já vimos no S25 Ultra. Ou seja, está praticamente confirmada a manutenção do sensor principal de 200 MP, acompanhado de uma ultra-wide de 50 MP, uma telefoto de 10 MP com zoom óptico de 3x e uma periscópio de 50 MP com zoom de 5x.
A boa notícia é que esse sistema já é extremamente competente. A aposta da Samsung, ao que tudo indica, será no processamento de imagem via inteligência artificial, com recursos como o “Photo Assist” para edição, em vez de trocar o hardware.
E a câmera frontal de selfies também deve permanecer nos 12 MP.
Existe um entendimento comum que não há muito mais o que mexer no hardware das câmeras, e todas as melhorias na qualidade final da imagem passam hoje pelos recursos de software, mais especificamente, nas soluções de inteligência artificial.
Ou seja, neste caso em específico, não é um grande problema a Samsung apostar no “mais do mesmo”. Realizar trocas que seriam residuais só poderia encarecer o produto, o que seria péssimo para o consumidor.
As grandes novidades estão no software (ou melhor, na IA), mesmo com novo hardware

O grande destaque de performance fica por conta do processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, fabricado em 3nm. Esse chip promete ganhos significativos de eficiência e poder bruto de IA, com um aumento de 37% no desempenho da NPU, o que é fundamental para as funcionalidades de inteligência artificial.
Falando em IA, a grande novidade pode vir de um recurso de software chamado “Private Display”. A funcionalidade promete escurecer seletivamente partes da tela para evitar que curiosos vejam suas notificações ou conteúdos sensíveis em locais públicos, um diferencial interessante para quem preza pela privacidade.
Todos nós já sabemos muito bem que as melhorias de hardware nos smartphones top de linha estão agora voltadas para melhorar o funcionamento da inteligência artificial nos dispositivos. E isso deve se converter de alguma forma em uma melhor experiência de uso, e não em um aumento de performance bruta.
Quem tem que lidar com essa realidade são os gamers de smartphones, que terão que procurar por outras soluções para alcançar os resultados esperados. E aqui, os fabricantes tendem a aumentar ainda mais a diferença entre os tipos de dispositivos, deixando tudo ainda mais segmentado no setor.
Uma aposta na consistência

Com a data de lançamento se aproximando (25 de fevereiro), fica claro que a Samsung aposta em uma estratégia de refinamento, e não de revolução, para o S26 Ultra. E diante do cenário de crise consolidado, não dá para criticar tanto a decisão.
A não ser é claro que você defenda os lançamentos bianuais, o que é algo de meu agrado. Dessa forma, as marcas poderiam investir mais em mudanças que são mais consistentes nas especificações e experiências práticas dos dispositivos.
Por outro lado, para muitos aspectos do smartphone, chegamos no cenário onde mudar algo a mais do que já está funcionando se torna algo desnecessário e caro. De alguma forma, todos os fabricantes estão tentando evitar esses dois erros nos lançamentos de 2026.
A Samsung parece confiante de que seu conjunto de câmeras já consolidado e a otimização via software, especialmente com as novas funções de IA, serão suficientes para manter o modelo no topo.
E, aparentemente, está mais confiante ainda de que seu consumidor vai engolir essa história de bateria com apenas 5.000 mAh em um mundo em que já estamos normalizando os módulos com 7.000 mAh.
Se essa abordagem conservadora para bateria e carregamento vai agradar o público, só o tempo dirá. Por enquanto, resta aos entusiastas aguardar o evento oficial para conferir se a sul-coreana tem algum trunfo escondido na manga para justificar a continuidade nesses aspectos tão importantes do dia a dia.
Via NotebookCheck, WinFuture
