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O Galaxy Note deve mesmo morrer?

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Eu não gosto muito de comentar rumores, pois os mesmos podem não se concretizar (e aí eu gastei tempo, dinheiro e digitadas em um teclado a troco de nada). Mas como eu precisava de mais um artigo para completar a pauta de final de semana, achei que seria interessante comentar sobre a possibilidade do fim da linha Galaxy Note por parte da Samsung.

Esse é um dos assuntos mais comentados nos últimos dias, e vou deixar os meus pitacos aqui para que você possa refletir sobre o assunto na sua casa com um ponto de vista um pouco diferente. Quem sabe a sua perspectiva também não muda depois de ler o que eu tenho a dizer.

 

 

 

É muito smartphone caro junto, minha gente!

 

 

Estamos vivendo uma crise econômica sem precedentes. A cotação do dólar está maluca, muita gente perdeu o emprego, a economia não engrena e quem pode está economizando tudo e mais um pouco, porque o futuro se tornou ainda mais incerto.

Agora… diante desse cenário de caos, eu pergunto: a prioridade da maioria das pessoas é mesmo comprar um smartphone novo? Ou quem sabe colocar comida na mesa, pagar o estudo dos filhos e o aluguel da casa não são prioridades mais importantes?

A obviedade do cenário econômico atual vai obrigar vários fabricantes de tecnologia a repensar as suas estratégias em um sentido mais amplo, e isso está acontecendo, aos poucos. E a Samsung nesse momento deve estar repensando se vale a pena lançar tantos dispositivos caros em um único ano.

Algo me diz que a conta não está fechando para eles, e a margem de lucros também não.

É só parar para pensar: no mesmo ano, temos a família Galaxy S (top de linha premium), a família Galaxy Note (top de linha mais premium ainda) e a família Galaxy Fold (só para os ricos e milionários). Cada família lança pelo menos dois novos smartphones que flertam com a casa dos US$ 1.000 (quando não ultrapassam esse valor).

Por mais que a margem de lucro seja enorme, o público que vai atrás desses produtos não é tão enorme assim. Por isso, chegou a hora de repensar se vale a pena ter tantas famílias de smartphones caros no mercado.

Além disso, olhando para as características técnicas das séries Galaxy S e Galaxy Note, temos aqui dispositivos que são muito similares, com uma repetição nas especificações de hardware nos seus principais elementos.

Qual é o único grande diferencial aqui? Isso mesmo, amigo leitor: a S-Pen na linha Note.

E, convenhamos: a S-Pen justifica a produção e comercialização de uma série de smartphones exclusiva para isso? Será que o conceito Note já não está maduro o suficiente para ser adotado por usuários de outras séries ou de produtos com faixas de preço inferiores?

 

 

 

Olhando para o “novo normal”, o Note não faz mais sentido

 

 

Considerando todas as variáveis e um mercado que está cada vez mais dinâmico, com uma concorrência chegando pesado com smartphones muito potentes e atraentes e cobrando preços menores que os modelos da linha Galaxy Note, a Samsung não pode se dar ao luxo de gastar dinheiro para lançar dispositivos similares a cada seis meses, onde apenas uma caneta ótica é a principal diferença entre eles.

A maioria dos usuários não caem mais nessa. E nem acho que é o caso da Samsung tentar enganar alguém. Talvez é a Samsung que pode correr o risco de se enganar se manter a linha Galaxy Note no mercado.

Não me entenda mal. Particularmente, eu defendo a linha Galaxy Note. Até teria uma unidade dessa série se o meu dinheiro deixasse (ele não deixa). Mas é inegável que a nova realidade torna o modelo proibitivo e desnecessário, principalmente quando comparado com a linha Galaxy S.

Aliás, a Samsung até deixa a impressão que quer preparar a morte do Galaxy Note quando lança um Samsung Galaxy Note 20 que está claramente desvalorizado em questões pontuais, como por exemplo na carcaça de plástico (algo simplesmente inaceitável para um smartphone top de linha premium) e na tela de apenas 60 Hz de taxa de atualização (quando vários smartphones de linha média premium lançados em 2020 já contam com tela de 90 Hz).

Os rumores indicam que a série Galaxy Note deve desaparecer para que a Samsung coloque mais ênfase no Galaxy S21 e no Galaxy Fold do ano que vem, deixando assim duas linhas de smarpthones bem definidas em seu portfólio. Não seria uma estratégia errada olhando o cenário de momento e tentando imaginar um futuro que pode ser mais racional com uma redução nas suas linhas.

Quem sabe a Samsung consegue atrair ainda mais usuários para a família de smartphones premium que está vendendo mais nesse momento. E para quem quer se diferenciar dos demais na reunião com outros executivos, o Galaxy Fold é a opção recomendada.

Vou sentir falta do Galaxy Note. Porém, se a morte para essa série realmente vier, será para um bem maior. Será a decisão correta.

Olha só… mais de 750 palavras que prestam alguma coisa… até que valeu a pena produzir esse post!


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