Press "Enter" to skip to content

O esporte vira a nova aposta do streaming

Compartilhe

O setor de streaming parece finalmente ter alcançado maturidade suficiente para encarar um dos seus maiores desafios: a transmissão de eventos esportivos ao vivo.

Após anos de disputa acirrada por exclusividade em filmes e séries, as plataformas agora voltam suas atenções para os direitos de transmissão das principais competições esportivas.

O que faz todo o sentido do mundo.

São os eventos esportivos ao vivo que ainda mantém o assinante na frente da TV por mais tempo, atrai a receita de publicidade e gera o engajamento nas redes sociais.

Ou seja, será cada vez mais frequente ver os canais e plataformas de streaming lutando de forma voraz para exibir os esportes que tanto amamos.

 

Movimento global pelos eventos esportivos

No Brasil, que é onde nossa realidade atinge, a batalha pelos direitos de transmissão de eventos esportivos é feroz, com quantias milionárias pagas pelos principais grupos de mídia.

E com o cenário econômico com um dinamismo muito volátil (conflitos bélicos, tarifaço do Trump, economia brasileira tentando conter a inflação…), a impressão que fica é que ter aquele evento esportivo para passar é sinônimo de ouro para alguns serviços.

O HBO Max usa a UEFA Champions League como “moeda de troca” para atrair assinantes. Da mesma forma, o Disney+ coloca jogos exclusivos no plano Premium para aumentar o ticket médio dos fãs de esportes.

E lá fora, está acontecendo a mesma coisa.

Os dados recentes indicam uma mudança de comportamento do usuário que influencia na maior busca de campeonatos pelos canais e plataformas: segundo a LG, 50% dos consumidores de esportes nos EUA já assistem aos eventos via streaming, um salto de 29% em um ano.

O grande problema para o consumidor é que, mesmo com praticamente todos os principais campeonatos já disponíveis via internet, a oferta ainda é limitada.

A dificuldade em lidar com os altos custos e os riscos financeiros dos direitos esportivos — historicamente problemáticos até para canais de TV — explica a cautela das empresas.

 

Sinais de mudança? Ou realidade prática?

Lá fora, plataformas como Prime Video e Disney+ investiram pesado na aquisição de campeonatos esportivos relevantes, e o mesmo deve acontecer por aqui.

É um sinal claro de que todo mundo dentro da indústria audiovisual já entendeu que esses assinantes vão passar mais tempo assistindo esportes no streaming… porque desejam isso.

Para um Prime Video fechar acordos ao redor do mundo para exibir mais jogos da NBA por temporada, e ter um Disney+ como plataforma única para os jogos da Conmebol Libertadores, os demais serviços vão pelo mesmo caminho.

Se já não estão. Afinal de contas, já tem mais de uma década que a UEFA Champions League é exclusiva da Warner Bros. Discovery, com o HBO Max mostrando todos os jogos do campeonato.

Olhando ainda mais para o lado: a Netflix como a nova casa do WWE e querendo exibir mais jogos da NFL nas próximas temporadas.

A Globoplay, que tem uma boa base de assinantes no Sportv (nem tanto no Premiere, mas faz parte do jogo).

E a CazéTV que, basicamente, virou “a nova ESPN”, com campeonatos de peso como a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos?

Não podemos nos esquecer que a publicidade durante os eventos esportivos são importantes fontes de receita dos canais e das plataformas.

E a receptividade do público, que normalmente comentam ativamente aos eventos, é a melhor forma de medir o potencial do streaming como meio de consumo de esportes ao vivo.

Para mim, já é uma realidade.

Ver esportes no streaming deixou de ser tendência para ser a melhor alternativa para quem não quer perder nada. Melhor inclusive que a TV aberta.

Exceto é claro pelo problema do delay na hora dos gols.

Mas todo mundo aprende a lidar com isso de alguma forma.


Compartilhe