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A minha relação com os cartões de memória não é das mais pacíficas. Por mais de uma oportunidade eu já perdi todos os dados salvos no cartão, e não importa se eu eventualmente provoquei o problema ou se os cartões eram de baixa qualidade, fato é que eu deixei de confiar nos cartões microSD.

Um dos meus critérios para escolher um novo smartphone é a capacidade de armazenamento do dispositivo. Como eu produzo muito conteúdo em fotos e vídeos, e ainda sou um cara que ouve músicas em MP3 (mesmo sabendo que o Spotify existe), eu jamais escolho um smartphone com menos de 128 GB de armazenamento. Porque, para o meu perfil de uso, menos que isso significa recorrer a um cartão de memória. E isso eu não quero.

Por outro lado, eu reconheço que, para a maioria dos usuários, 64 GB de armazenamento são mais que suficientes. Como o Spotify é muito usado hoje e ainda é possível armazenar fotos e vídeos na nuvem via Google Fotos, muita gente pode utilizar um dispositivo com capacidade de armazenamento menor e até dispensar o uso de um cartão microSD no dia a dia.

Além disso, os fabricantes relegaram os modelos com 32 GB de armazenamento para os dispositivos de entrada (e com 16 GB para os telefones com Android Go). Hoje, se você vai comprar um smartphone de linha média, vai encontrar na grande maioria dos casos pelo menos 64 GB de armazenamento no modelo base. Isso, quando não encontrar os 128 GB de forma direta como opção primária.

E isso é ótimo, pois cada vez menos vamos precisar dos cartões microSD.

E não falo apenas da capacidade maior de armazenamento. Falo também do melhor desempenho em comparação ao cartão removível. Todo mundo sabe que a velocidade de leitura e gravação de dados de uma memória nativa de um telefone é muito maior do que a de um cartão microSD, e os cartões que tentam chegar perto dessa eficiência custam muito mais caros que a maioria dos modelos disponíveis no mercado com preços e características inferiores.

E nem mesmo o argumento que aplicativos e jogos estão cada vez maiores conta a favor do microSD, pois naturalmente a capacidade interna de armazenamento dos dispositivos vai aumentar e acompanhar essa evolução.

Por isso, não será surpresa se o microSD desaparecer no futuro. Por outro lado, para quem ainda assim quer utilizar um método de armazenamento externo, seja lá por qual motivo, é importante que os fabricantes ofereçam tal opção. Oferecer a liberdade de escolha é agregar valor.


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