
Cada escolha, uma renúncia. É a regra da vida. E é claro que o iPhone 17 Pro teve que passar por essa regra, entregando ônus e bônus para o usuário final.
O novo iPhone 17 Pro foi reorganizado internamente para receber um processador mais potente e uma bateria maior (entre outros componentes), o que obrigou a Apple a romper com a sua estratégia de materiais premium adotada nos modelos anteriores.
Na verdade, a empresa decidiu abandonar completamente o uso do titânio e vidro, materiais reconhecidos por sua superior resistência e durabilidade, também pelo desejo de otimizar os lucros para ela mesma (Apple), já que o titânio era muito caro.
Sem falar que muitos usuários acusavam a gigante de Cupertino em apenas “pintar” a lateral do dispositivo com titânio, pois o material descascava com muita facilidade.
Então, no iPhone 17 Pro, a Apple optou por retornar ao chassi monobloco fabricado em alumínio anodizado, uma decisão que representa um retrocesso técnico na linha de smartphones da marca.
Dito tudo isso… não é que o iPhone 17 Pro risca com facilidade? E isso é uma vergonha para um smartphone que custa um rim e um pâncreas dos usuários.
O “campo de distorção da realidade” da Apple ataca novamente

A capacidade da Apple de influenciar a percepção dos consumidores sobre a qualidade dos materiais utilizados em seus produtos demonstra o poder de marketing da empresa, mesmo quando as escolhas técnicas não favorecem necessariamente o usuário final.
Um dos maiores legados de Steve Jobs na Apple foi estabelecer o que chamamos de “campo de distorção da realidade”, pois qualquer manipulação retórica bem contada se transforma em verdade absoluta, mesmo que o tempo mostre o contrário do que foi dito.
O abandono do titânio e do vidro em favor do alumínio constitui objetivamente um retrocesso em termos de resistência mecânica, especialmente considerando que estes materiais ofereciam proteção superior contra desgaste, impactos e arranhões em comparação com o alumínio.
E isso que acabei de escrever no parágrafo anterior não é um entendimento subjetivo. É uma realidade. Qualquer profissional que entende da durabilidade dos materiais melhor do que eu vai repetir basicamente a mesma coisa.
O processo de anodização implementado no iPhone 17 Pro segue padrões industriais convencionais, proporcionando resistência moderada contra arranhões superficiais em condições normais de uso.
Isso quer dizer que o seu novo e caro iPhone não vai ficar riscado com qualquer acidente ou incidente.
Entretanto, a empresa introduziu uma falha crítica de design na região da ilha da câmera, onde optou por criar um acabamento completamente reto e vertical, criando arestas vivas que comprometem significativamente a integridade da camada de anodização nesta área específica.
E como o diabo se esconde nos detalhes de tudo…
O problema está na combinação da escolha do design do dispositivo (que agora tem um módulo de câmera que ressalta ao corpo, especialmente nas bordas que rodeiam os sensores) com o uso do material que, neste ponto em específico – nas bordas das câmeras – poderia SIM ser de titânio.
A escolha de design resulta em uma vulnerabilidade estrutural no iPhone, onde a anodização não consegue aderir adequadamente às superfícies angulares da ilha da câmera, tornando esta região extremamente suscetível a danos causados por fricção e arranhões mesmo em situações de uso cotidiano.
A fragilidade desta área representa um problema prático real para os usuários que utilizarem o dispositivo sem proteção adicional. E como vivemos a era do “eu não quero usar capa no meu iPhone, pois quero que todo mundo veja que estou usando um smartphone da Apple…”
Principalmente quando esse iPhone agora tem um acabamento laranja…
Como evitar os danos no iPhone 17 Pro

Não tem outro jeito. É usando aquilo que você não quer: o tal do case protetor.
Para os consumidores que considerem adquirir o iPhone 17 Pro, o impacto desta falha de design será imediatamente perceptível no uso diário, especialmente na região circundante à ilha da câmera.
Os arranhões, marcas de desgaste e lascas na superfície anodizada serão inevitáveis e ocorrerão com frequência desproporcional em relação ao resto do dispositivo, mesmo com manuseio cuidadoso.
Insisto que o grande erro da Apple foi e não utilizar o titânio nessa área específica do telefone. A quantidade do material seria muito menor do que aquela adotada nas laterais da geração anterior do dispositivo, a ponto de agregar valor na questão da resistência, mas sem impactar no prelo do telefone de forma drástica.
O uso obrigatório de capas protetivas é a única alternativa para qualquer usuário que deseje preservar a integridade estética do iPhone 17 Pro, representando um custo adicional e alteração na experiência de uso originalmente projetada pela Apple.
E como estamos falando da Apple, é desnecessário dizer que a capa protetora nunca vem com o iPhone. E nem viria neste caso, pois diferente do que aconteceu com o “antennagate”, o problema não afeta um aspecto que compromete de forma direta a funcionalidade do dispositivo.
A necessidade de proteção externa contradiz a proposta de design premium que tradicionalmente caracteriza os produtos da empresa. E considerando o preço do produto em questão, ele é caro demais para apresentar um problema que poderia ser facilmente previsto nas áreas de I+D e testes de durabilidade da Apple.
Os usuários que tradicionalmente preferem utilizar seus smartphones sem capas enfrentarão um risco elevado de danos estéticos permanentes, com arranhões na área da ilha da câmera ocorrendo de forma acelerada.
A facilidade com que estes danos se manifestam significa que mesmo períodos curtos de uso sem proteção podem resultar em marcas visualmente significativas que comprometerão permanentemente a aparência do dispositivo.
Mas aqui, voltamos ao mantra da “cada escolha, uma renúncia”. E cabe a cada um analisar como gasta o seu dinheiro. Ou melhor, qual é o valor que dá ao investimento feito.
JerryRigEverithing deixa o problema evidente

Testes práticos demonstram a extensão desta vulnerabilidade através de simulações simples de uso cotidiano, onde o contato de objetos metálicos comuns, como moedas, com a superfície traseira do smartphone produz arranhões imediatamente visíveis.
Mais uma vez, o JerryRigEverything, um dos meus YouTubers preferidos, fez o trabalho sujo de mostrar a fragilidade do iPhone 17 Pro aos riscos e arranhões no módulo de câmera. E recomendo que você veja ao conteúdo dele com atenção, pois é mais um sinal de alerta para os consumidores.
As marcas são particularmente pronunciadas nas bordas da ilha da câmera, onde as arestas vivas criadas pelo design angular amplificam os danos causados por qualquer tipo de fricção. Ele nem precisa se esforçar muito para gerar os danos.
Embora o alumínio seja naturalmente um metal com menor resistência a arranhões em comparação com o titânio, o problema específico do iPhone 17 Pro poderia ter sido facilmente evitado através de modificações simples no design.
E o Jerry nem vai tão longe na solução do problema quanto eu fui ao sugerir a inclusão do titânio na área problemática.
A adição de pequenos raios de curvatura nas arestas da ilha da câmera teria permitido melhor aderência da anodização e significativamente aumentado a resistência a arranhões nesta área crítica.
A decisão da Apple de manter o design com arestas vivas aparentemente priorizou considerações estéticas sobre funcionalidade e durabilidade, representando uma escolha questionável que compromete a experiência prática do usuário.
Agora, combine essa falha de design com outros problemas técnicos reportados na câmera traseira do iPhone 17 Pro, e podemos concluir que o desenvolvimento do modelo pode ter sido comprometido por decisões que não consideraram de forma adequada as implicações práticas para os consumidores.
Ou criaram uma dificuldade para vender a facilidade (para a Apple) em impulsionar a venda dos cases protetores da marca.
A essa altura do campeonato, quem duvida disso?

