
A chegada dos novos notebooks da ASUS estabelece um marco importante para o mercado de computadores portáteis voltados ao custo-benefício. Os modelos Vivobook 14SE e 16SE de 2026 trazem refinamentos técnicos que equilibram desempenho consistente e portabilidade ideal para o cotidiano.
Equipados com a nova linha de processadores Intel Wildcat Lake, estes dispositivos foram desenhados para atender usuários que buscam produtividade fluida. A fabricante taiwanesa foca em democratizar recursos avançados, entregando hardware robusto por valores competitivos no cenário global.
As dores comuns dos consumidores de aparelhos intermediários, como memória RAM escassa e telas de baixa qualidade, recebem atenção especial nesta geração. O resultado é uma linha de notebooks estrategicamente posicionada para competir fortemente no segmento de entrada e médio padrão.
Especificações técnicas principais
O coração do Vivobook 14SE e 16SE traz o processador Intel Core 5 320, componente que faz parte da nova família Intel Core Série 3. Esta plataforma foca em eficiência energética para tarefas diárias e traz suporte inicial para inteligência artificial com até 40 NPU TOPS.
- Memória RAM de 16 GB integrada desde a versão inicial do produto.
- Armazenamento veloz via SSD PCIe 4.0 com capacidade de 512 GB.
- Sistema operacional Windows 11 instalado de fábrica para máxima compatibilidade.
A presença de 16 GB de memória RAM resolve o gargalo de desempenho multitarefa muito comum em concorrentes mais baratos. O sistema flui sem travamentos mesmo com dezenas de abas de navegador e aplicativos corporativos abertos simultaneamente.
Opções de tela e imagem
A versão Vivobook 16SE oferece duas variantes de painel IPS de 144 Hz com ampla cobertura de cores no padrão 100% sRGB. A opção básica entrega resolução de 1.920 × 1.200 pixels, garantindo ótima nitidez para documentos e reprodução de vídeos.
O modelo topo de linha eleva a resolução para 2.560 × 1.600 pixels e entrega brilho forte de 400 nits. Esta tela superior conta com a tecnologia de Taxa de Atualização Variável, conhecida pela sigla VRR.
- Painel básico com excelente fidelidade cromática para edição de imagem amadora.
- Visor avançado que supera concorrentes de peso em fluidez e tamanho total.
- Sistema adaptativo que reduz o consumo energético alterando a frequência da tela.
Design e conectividade prática
A portabilidade é um dos grandes destaques físicos, visto que ambos os modelos possuem espessura fina de apenas 15,9 milímetros. O notebook de 14 polegadas pesa somente 1,29 kg, enquanto o irmão maior de 16 polegadas atinge 1,59 kg.
A conectividade lateral foi planejada para eliminar a necessidade de adaptadores externos durante apresentações ou transferências. Os aparelhos trazem duas portas USB-C 3.2 que suportam carregamento rápido com potência de 100W através de Power Delivery.
- Conexões complementares incluem duas portas tradicionais USB-A 3.2 de primeira geração.
- Saída de vídeo nativa HDMI 2.1 TMDS e conector para fones de ouvido.
- Ausência de suporte para a tecnologia Thunderbolt devido ao posicionamento de preço.
Autonomia e viabilidade comercial
Ambos os tamanhos de chassi compartilham a mesma bateria com capacidade interna total medida em 52,5 Wh. A autonomia real dependerá diretamente do gerenciamento do chip Wildcat Lake e da resolução do painel escolhido.
Rumores apontam que a chegada destes eletrônicos ao mercado brasileiro deve acontecer no segundo semestre de 2026. Os valores convertidos da China iniciam em cerca de 675 dólares, mas taxas locais devem elevar o preço final.
- Versão de maior resolução consome mais energia líquida durante o uso contínuo.
- Desempenho energético competitivo frente a rivais consagrados do mercado internacional de eletrônicos.
- Excelente alternativa para escritórios que demandam mobilidade constante e conexão descomplicada.
Podem competir com o MacBook Neo?
Com esse preço? Bem difícil.
Se o preço dos notebooks Vivobook 14SE e 16SE na China já é MAIS ALTO que o seu concorrente direto da Apple nos Estados Unidos, é sinal de que o modelo vem mais caro no Ocidente. E não creio que a ASUS vai subsidiar o valor desse dispositivo.
Nas especificações técnicas, os novos portáteis parecem ser interessantes. Mas precisamos descobrir do que esses novos processadores são capazes de fazer na prática pelos usuários que precisam da mobilidade.
Pelo menos por enquanto, reclamar de processador de iPhone não é um argumento contra o MacBook Neo. Ainda mais quando os notebooks com Windows ainda não conseguem entregar o mesmo pacote de benefícios.
Mas não podemos culpar a ASUS por tentar. Ao menos tentou.
Via NotebookCheck
