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O adeus aos celulares pequenos em 2025

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No início da década de 2010, os smartphones eram compactos, com telas que dificilmente ultrapassavam as cinco polegadas. A chegada do Samsung Galaxy Note em 2011 marcou uma revolução, introduzindo um conceito que, na época, parecia exagerado: telas enormes, voltadas para produtividade e consumo de mídia.

O termo “phablet” surgiu como uma junção de “phone” e “tablet”, mas logo perdeu sentido, pois os dispositivos cada vez maiores passaram a ser a norma. Se todo mundo estava tirando sarro da Samsung com um smartphone com tela de 5 polegadas, o tempo mostrou que essa galera fez bullying com os sul-coreanos à toa.

A recepção inicial dos celulares grandes foi mista. Para muitos, era um exagero. Porém, com o avanço da tecnologia e a crescente dependência dos smartphones para entretenimento e comunicação, os consumidores começaram a perceber as vantagens de telas mais amplas.

Navegar na internet, assistir vídeos, jogar e até mesmo trabalhar se tornou mais confortável em dispositivos com displays generosos. Com isso, os fabricantes passaram a investir em modelos cada vez maiores, e os celulares compactos foram gradualmente desaparecendo das prateleiras.

E em 2025, pelo menos até agora, os smartphones pequenos estão mortos e enterrados.

 

A evolução do tamanho das telas

Em 2010, a grande maioria dos celulares tinha telas entre três e quatro polegadas, com formato 16:9, o mesmo das televisões. Desde então, os painéis cresceram, atingindo seis polegadas ou mais.

Em 2014, o mercado passou a adotar modelos como o Nexus 6, OnePlus One e Samsung Galaxy Edge, que consolidaram a ideia de que smartphones grandes eram o futuro.

O problema da largura excessiva começou a ser solucionado com a mudança da proporção de tela. Se antes os celulares seguiam o formato tradicional de 16:9, a partir de 2017 novos padrões surgiram, como 18:9 e 18.5:9.

Isso permitiu que os fabricantes aumentassem a área útil do display sem tornar os aparelhos impossíveis de segurar. O Galaxy Note8 e o LG V30 são bons exemplos dessa mudança, tornando-se referência para os modelos seguintes.

Outro fator que ajudou a reduzir o tamanho das telas nos smartphones maiores foi a diminuição das bordas. Com um processo de fabricação avançado e redução de componentes como câmera frontal, sensor de luminosidade e alto-falante frontal, os fabricantes conseguiram reduzir ao limite o espaço inútil do display nas laterais e extremidades superior e inferior.

Hoje, qualquer smartphone com tela de 6 polegadas fica encapsulado em um dispositivo onde antes caberia uma tela de 5 polegadas. E isso com certeza ajudou a popularizar ainda mais os smartphones com telas grandes.

 

O desaparecimento dos celulares pequenos

Os consumidores passaram a preferir celulares maiores devido a fatores como bateria de maior capacidade, telas mais imersivas e melhor aproveitamento do espaço para câmeras e componentes internos.

Os poucos modelos compactos lançados após 2018 não tiveram o mesmo sucesso dos concorrentes maiores. O iPhone 12 Mini e o iPhone 13 Mini, por exemplo, foram tentativas da Apple de manter um nicho para os que ainda preferiam dispositivos menores, mas as vendas frustrantes levaram ao abandono dessa linha.

Hoje, em 2025, não há mais lançamentos com menos de seis polegadas. O Google Pixel 9a, o Samsung Galaxy S25 e o robusto Sonim XP400 são algumas das poucas exceções que ainda se mantêm abaixo das 6,5 polegadas, mas, de modo geral, o mercado seguiu na direção oposta.

 

O futuro: dobráveis e telas cada vez maiores

A evolução do design dos smartphones indica que os aparelhos vão continuar crescendo, mas de maneira mais eficiente.

Os avanços na miniaturização dos componentes e na eliminação de bordas e botões físicos ajudaram os fabricantes a colocar telas gigantes em corpos relativamente compactos.

Um exemplo é o iPhone 16, que tem um display de 6,1 polegadas, mas dimensões menores que muitos celulares antigos com telas menores.

Com o esgotamento do formato tradicional, os celulares dobráveis surgem como a próxima grande tendência. Desde o primeiro Galaxy Fold, lançado pela Samsung em 2019, essa tecnologia tem sido refinada para oferecer telas maiores sem comprometer a portabilidade.

O desafio agora está na durabilidade e na espessura desses dispositivos, mas os avanços já são perceptíveis. Modelos como o OPPO Find N5, que atinge apenas quatro milímetros de espessura quando aberto, mostram que há um caminho promissor pela frente.

A trajetória dos smartphones nos últimos 15 anos deixa claro que os celulares pequenos ficaram para trás. O mercado e os consumidores priorizam hoje telas grandes, e os fabricantes seguiram essa demanda, adaptando o design e os formatos para oferecer dispositivos cada vez mais funcionais.

Em função da chegada dos dobráveis, que é a próxima revolução da telefonia móvel no formato de dispositivos com telas expansíveis, o futuro do setor está mais do que certo. E tudo isso vai resultar na inevitável eliminação definitiva dos celulares compactos.

Goste você ou não.

 

Via Android Authority


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