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Nothing Phone (3): adeus, LED. Olá, tela!(?)

Depois de anos lançando celulares intermediários com design chamativo, a Nothing finalmente decidiu entrar no ringue dos gigantes com seu primeiro smartphone premium: o Nothing Phone (3).

Ele chega para competir com os peixes grandes — pense em Samsung, Xiaomi, OnePlus —, trazendo um visual diferente de tudo no mercado e uma proposta bem ousada. E sim, tem uma tela na traseira.

Não… isso não é um erro de digitação.

Vamos conhecer a partir de agora o produto, com mais detalhes.

 

Conheça a tela Glyph Matrix

O design continua a tradição da marca com traseira transparente, mas agora com uma tela chamada Glyph Matrix.

Esqueça os LEDs que piscavam — agora tem uma telinha micro-LED ali atrás que mostra desde notificações e nível de bateria até funções como espelho e cronômetro.

E o melhor: os desenvolvedores podem criar novas funções com ela, já que a API é aberta. Ah, e ela ainda serve para exibir animações e interações visuais com o sistema.

Na parte da frente, temos uma super tela AMOLED flexível de 6,67 polegadas com resolução FullHD+, taxa de atualização de 120 Hz e brilho que pode chegar a 4.500 nits em conteúdo HDR.

A tela é ideal para quem curte assistir a vídeos com qualidade ou usar o celular no sol sem virar um morcego. A tela ocupa quase 93% da parte frontal, então é praticamente só tela mesmo.

 

Desempenho máximo com bateria respeitável

Por dentro, o aparelho conta com o novo processador Snapdragon 8s Gen 4, que é quase topo de linha — só não é o melhor dos melhores, já que a série Elite existe.

Ainda assim, ele vem com até 16 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento, o que já é mais do que suficiente para rodar qualquer app ou jogo pesado com folga.

O sistema operacional é o Android 15 com a interface própria da Nothing, o NothingOS 3.5, que tem um visual limpo e três novidades: uma busca universal (Essential Search), um modo de gravar reuniões virando o celular (Flip to Record) e o Essential Space, um ambiente com inteligência artificial para armazenar coisas importantes.

E sim, a bateria merece destaque: são 5.150 mAh com tecnologia de silício-carbono, o que permitiu aumentar a capacidade sem deixar o celular um tijolo.

O carregamento rápido é de 65W via cabo, 15W sem fio e ainda tem carregamento reverso (dá para carregar outros gadgets com ele).

Nada mal para quem vive com a bateria no limite.

 

Sistema de câmeras competentes (para dizer o mínimo)

As câmeras chamam a atenção por prometerem uma esperada eficiência na hora de registrar fotos.

São três sensores traseiros e um frontal, todos com 50 megapixels. A principal tem estabilização óptica e eletrônica (OIS e EIS), a ultra-angular tem 114° de campo de visão e ainda tem uma lente periscópica com zoom óptico de 3x e digital de até 60x.

E pra quem curte vídeo, o celular grava em 4K a 60 FPS com suporte ao Ultra XDR, uma tecnologia que melhora luzes e sombras nos vídeos capturando cada quadro com dupla exposição.

 

Preço e disponibilidade

O Nothing Phone (3) chega nas cores preto e branco, com duas versões:

  • 12 GB de RAM + 256 GB de armazenamento: 799 euros;
  • 16 GB de RAM + 512 GB de armazenamento: 899 euros.

O lançamento oficial acontece em 15 de julho, com pré-venda a partir de 4 de julho. Não há previsão de lançamento dos produtos para o mercado brasileiro, uma vez que a Nothing não possui representantes ou parceria no país.

A Nothing promete ainda cinco anos de atualizações do Android e sete anos de updates de segurança — algo raro até mesmo entre as gigantes.

 

Via Nothing, GSMArena