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Normalizaram os smartphones top a US$ 1.000

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Quando você pensa que uma crise epidemiológica global fará com que os fabricantes de smartphones repensem as políticas de preços dos seus produtos, acontece exatamente o contrário: os preços não param de subir.

Os smartphones top de linha evoluíram muito em 10 anos. O preço de lançamento do Galaxy S e do iPhone 4, concorrentes diretos em 2010, por de US$ 499 e US$ 599, respectivamente. Era bem caro na sua época, mas não chega perto dos US$ 999 cobrados pelo Galaxy S20 e pelo iPhone 11 Pro.

A evolução no setor de smartphones é inquestionável, e os produtos melhoraram em todos os aspectos. Mas os preços de venda também decolaram. Esta realidade fez com que muitas empresas apostassem na oferta de uma boa relação custo-benefício para dispositivos top de linha com preços mais ajustados… mas tal medida não veio das marcas tradicionais.

 

 

 

Até as alternativas asiáticas estão turbinando seus preços

 

 

A primeira a lançar um flagship killer foi a OnePlus, com o OnePlus One de 2014, que tinha especificações de telefone top de linha com preço de telefone de linha média. Xiaomi, Huawei, Honor, Oppo e Realme seguiram os mesmos passos. Mas até essas marcas estão impulsionando os preço dos seus produtos, e sem sinais de freio nessa subida.

Inclusive essas marcas mencionadas começaram a subir o preços dos seus novos modelos top de linha sem muitas explicações plausíveis. A Xiaomi recentemente desagradou muita gente ao anunciar o Xiaomi Mi 10 na Europa por 799 euros. A OnePlus já confirmou que o OnePlus 8 vai custar algo próximo a US$ 1.000.

Ou seja, vender smartphones top de linha com preços altos deixou de ser uma exclusividade da Apple. Praticamente todos os fabricantes do setor estão fazendo isso, e sem olhar para a realidade ao seu redor (com um mundo que será bem diferente após a pandemia), essa postura pode ser desastrosa par ao setor.

 

 

 

Diversidade de preços é a solução?

 

 

Para evitar os problemas que poderiam surgir ao se limitarem para telefones com preços tão elevados, a maioria dos fabricantes estão diversificando suas linhas top oferecendo diferentes variantes com preços escalonados de forma equilibrada, em função de suas especificações.

É o que a Apple faz com modelos como iPhone 11, iPhone 11 Pro e iPhone 11 Pro Max, ou que a Samsung está fazendo com o Galaxy S20, Galaxy S20+ e Galaxy S20 Ultra, com suas respectivas diferenças de preços.

Não há dúvidas que o mercado normalizou os preços dos modelos top de linha na casa dos US$ 1.000. Quem se beneficiou disso foi o segmento de linha média, que está mais interessante do que nunca, com dispositivos na casa dos 200 euros que podem oferecer um ótimo desempenho e configurações elevadas.

E isso faz com que muita gente se pergunte se vale mesmo a pena investir US$ 1.000 em um smartphone.

A tendência para os próximos anos parece estar clara: o preço de venda dos telefones top de linha vai continuar a subir, e a diversidade de famílias vai se manter para assim os fabricantes alcançarem um público maior. Mas… até que ponto essa estratégia é sustentável? Como a pós-pandemia do coronavírus vai afetar o setor?

Só o tempo vai poder responder a essas e outras perguntas.


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