A Nokia lançou recentemente o Nokia X6, smartphone Android com notch e com as características de um típico dispositivo que vai concorrer com o atual mercado de linha média. Porém, esse modelo pouco ou nada lembra o seu homólogo, o Nokia X6 de 2009.

Nove anos se passaram, e tanta coisa mudou no mercado mobile…

Hoje, os smartphones são basicamente todos iguais. Retangulares, com traseiras que se copiam, com telas sem bordas (muitas delas com o notch) e com poucas identidades visuais que os diferenciem uns dos outros.

Já em 2009, o mercado brincava com os formatos. O iPhone já estava no mercado, e as coisas começavam a mudar, mas um formato determinante ainda não existia, além do telefones com teclados físicos, que aos poucos estavam desaparecendo com a chegada dos smartphones modernos.

 

 

O Nokia X6 nasceu em uma época onde os celulares ainda eram diferentes. Apostava em tela touch, mas conservava muito do DNA do Symbian, sistema operacional que dominou o mercado, e a máxima aposta de software para os telefones da Nokia.

O botão dedicado para a câmera na lateral, a aparência modular de um telefone com bateria removível, e as bordas frontais que abrigavam uma tela de 3.2 polegadas (360 x 640 pixels).

Quase nove anos depois, de setembro de 2009 até maio de 2018, e o mundo mobile mudou muito. Hoje, o Nokia X6 2009 não teria vez, mesmo com sua câmera de 5 MP com lentes Carl Zeiss. Ele não chegaria perto dos smartphones Android de entrada atuais.

 

 

É claro que algumas similaridades existem. Como o processador com base ARM, o cristal Gorilla Glass na tela… mas aquela Nokia não é a atual, fruto do renascimento pelas mãos da HMD.

A nova Nokia ressuscitou o Nokia 3310, que tem muito a ver com o modelo original. O novo Nokia X6 não tem nada a ver. São dois telefones completamente diferentes, de épocas bem diferentes.

Em resumo: o Nokia X6 é apenas uma marca que foi relembrada por alguns instantes, mas desaparecida.

Vamos aprender a viver os novos tempos.