Press "Enter" to skip to content
Você está em | Home | Análises e Reviews | Nokia G11 Plus: uma “receita de bolo”?

Nokia G11 Plus: uma “receita de bolo”?

Compartilhe

É sempre bom tentar antecipar alguns passos na editoria de tecnologia nacional. Ou pelo menos ficar de olho nos que os sites parceiros estão publicando ultimamente. Dessa forma, detectamos o que está por vir para o nosso mercado.

E uma das novidades para o mercado nacional é o Nokia G11 Plus, que a Multi, antes conhecida como Multilaser, vai lançar no Brasil em breve. O modelo foi homologado pela Anatel, o que significa que ele está aprovado para ser comercializado por aqui.

Logo, chegou a hora de descobrir o que o Nokia G11 Plus tem de bom para justificar a sua chegada ao nosso mercado.

 

A promessa de dois anos de atualizações

Uma das preocupações dos usuários de smartphones Android está no ciclo de atualizações dos dispositivos. Afinal de contas, ninguém quer passar pelo mesmo que os clientes dos telefones da Motorola, onde muitos modelos da empresa foram rapidamente abandonados nos updates.

Essa prática de obsolescência programada é um enorme calcanhar de Aquiles para o sistema operacional do Google, e isso é algo provocado por muitos fabricantes de smartphones. E a desculpa é sempre a mesma: precisamos fazer a roda da economia girar.

Neste sentido, o Nokia G11 Plus tem pelo menos duas atualizações garantidas a partir do Android 12 de fábrica. E se ele chegar até o Android 14, já é uma vitória, especialmente considerando a sua tabela de especificações técnicas.

Normalmente os fabricantes de smartphones abandonam os telefones de entrada ou mais básicos antes desse prazo, deixando os clientes completamente esquecidos no churrasco.

 

Parece que temos uma receita de bolo

Olhando para as especificações técnicas do Nokia G11 Plus, dá até para pensar em uma espécie de teoria da conspiração, já que fica uma ideia clara de que os fabricantes estão se copiando em algumas características de hardware.

E isso não é algo necessariamente ruim em alguns aspectos. Por exemplo, se todos os telefones de entrada e linha média receberem características como uma taxa de atualização de tela de 90 Hz e câmera principal traseira de 50 megapixels, será algo excelente.

Isso significa que os fabricantes de smartphones finalmente entenderam que aqueles usuários que querem pagar menos por um dispositivo não precisam ter especificações técnicas mais restritas para justificar os preços reduzidos.

Ou que pelo menos as marcas estão tratando os usuários com o mínimo de dignidade, sem tratar quem tem pouco dinheiro como grandes porcarias que não servem sequer para oferecer lucros para os fabricantes de smartphones.

Sim, eu estou sendo duro nas palavras. Mas é mais ou menos isso o que muitos fabricantes de smartphones pensam sobre quem compra telefones mais básicos.

Outro ponto comum do Nokia G11 Plus com outros fabricantes é a presença de uma tela de 6.5 polegadas com resolução HD+, o que indica também uma padronização das marcas nesse aspecto das configurações.

Por outro lado, já que todo mundo padronizou a tela de 720 pixels para os telefones de entrada, que os usuários parem de comprar smartphones intermediários ou de linha média que custam R$ 2.000 ou mais no Brasil com telas que ficam abaixo do FullHD ou 1080 pixels.

E a grande cobertura de chocolate impecavelmente aplicada nesse bolo é a bateria de 5.000 mAh presente no Nokia G11 Plus. E esse número se tornou a regra para qualquer categoria de smartphone. Pena que no caso específico desse telefone que será distribuído pela Multi no Brasil encontraremos no kit de venda um carregador com uma velocidade de recarga de apenas 10W.

Espero que você seja paciente o suficiente para esperar esse smartphone recarregar.

 

Fique atento com esse processador

Por mais que alguns veículos de tecnologia classifiquem o Nokia G11 Plus como um smartphone intermediário, eu devo lembrar ao amigo ou amiga que está consumindo este conteúdo que o processador que esse smartphone carrega é o Unisoc T606.

Traduzindo essa informação para a linguagem humana: esse é o mesmo processador do Motorola Moto E32, um telefone que está na linha de dispositivos de entrada da Lenovo.

Ou seja, eu não posso considerar o Nokia G11 Plus como um telefone intermediário. E isso é mais importante do que pode parecer, já que o fabricante promete até dois anos de atualizações para esse telefone.

Outro fator que ganha relevância para a atualização e também para o desempenho geral do dispositivo é a presença de 4 GB de RAM, o que reforça em mim a ideia de que este é um telefone de entrada. Só dessa forma eu consigo aceitar essa quantidade de memória para um telefone Android nos dias de hoje.

Entendo que qualquer smartphone intermediário que preste hoje precisa contar com pelo menos 6 GB de RAM. Só posso conceber que um telefone Android receba 4 GB de RAM quando este dispositivo está na categoria de telefones de entrada.

E mesmo assim, ainda acredito que 6 GB de RAM é o mundo ideal para todo mundo.

Por outro lado, vou ficar sem entender o que acontece se a Multi entregar no Brasil a versão com 512 GB de armazenamento do Nokia G11 Plus. Se estamos diante de um telefone de entrada mais acessível, ter 256 GB seria mais que suficiente.

 

O que eu penso sobre o Nokia G11 Plus

O Nokia G11 Plus é um telefone com os dois pés bem cravados no segmento de entrada. Seu design deixa isso evidente, com cara de telefone lançado pela finada Multilaser.

Dependendo do preço do dispositivo em nosso país, ele pode ser sim interessante para quem precisa de um telefone minimamente competente para realizar as tarefas mais básicas do dia a dia.

Tenho dúvidas sobre o desempenho desse processador trabalhando com apenas 4 GB de RAM, mas acredito que tudo vai dar certo neste caso, pois o Android que a Nokia adota para os seus telefones é praticamente puro, em uma capa de personalização com poucas modificações em relação à versão limpa do telefone.

Não sei quando ele vai chegar ao mercado, muito menos o seu preço sugerido para o Brasil. E isso poderia me tornar um desinformado completo. Por outro lado, me consola o fato de perceber que nenhum outro site brasileiro de tecnologia tem essas informações.

E que o Nokia G11 Plus encontre uma boa sorte no mercado brasileiro.


Compartilhe