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A empresa finlandesa de telecomunicações Nokia insiste em apostar em sua estratégia de mercado em 2018 para os gamers. Isso acontece 15 anos após o lançamento de seu memorável telefone N-Gage, que começou a ser vendido em outubro de 2003, e fez uma grande diferença entre os smartphones clássicos da época, incluindo um joystick e simulando a silhueta do console portátil Game Boy Advance.

 

 

A segunda oportunidade da Nokia

O telefone de 2003, o N-Gage, procurou competir diretamente contra o fabricante japonês Nintendo e sua família de consoles portáteis, fazendo concorrência direta ao então popular Game Boy Advance. No entanto, o N-Gage parecia ser um telefone à frente de seu tempo, ao misturar um console portátil com um telefone celular, numa época em que a tecnologia não era avançada o suficiente, nem os preços tão acessíveis. Devido a fatores como esses, o Nokia N-Gage se tornou uma falha de vendas, atingindo apenas 2 milhões de unidades vendidas, durante os dois anos em que esteve no mercado. No entanto, devido aos avanços tecnológicos atuais, e à grande penetração dos smartphones em países como o Brasil, que já possui mais de um smartphone ativo por habitante, a Nokia tem uma segunda chance para fazer sua oferta para os jogadores de hoje.

 

 

Os jogos de hoje passam para plataformas portáteis

A Nokia busca aproveitar essa nova geração de usuários de smartphones que obtêm seu entretenimento principalmente por meio de plataformas móveis. Exemplos disso incluem as plataformas de jogos disponíveis em versões e aplicativos móveis da web, incluindo o famoso jogo Fortnite, que começou em consoles como o Playstation 4, e agora também está disponível em uma versão móvel. Outro exemplo deste tipo é a Betway Casino, que deixou de ser só uma plataforma web, para oferecer jogos de casino e apostas desportivas, também numa versão para smartphones. Já um dos jogos de computador mais clássicos, o Minecraft, da Microsoft, também abriu as portas do seu mundo virtual de simulação, para dar acesso aos seus fãs de smartphones. O mercado que o N-Gage tentou dominar em 2003 agora está aberto para a Nokia, mas a concorrência é muito maior.

 

 

 

O que esperar da Nokia para este ano?

Em 19 de setembro, a Nokia, através de sua divisão na Índia, lançou um pequeno vídeo em seu perfil no Twitter, onde mostra a silhueta de um novo smartphone da marca, com a legenda “Are you ready to #GameOn?” (Você está pronto para jogar?), e alguns personagens semelhantes a robôs, atirando. É verdade que a Nokia reservou muito sobre seus planos para este ano, mas desta vez, tem que melhorar muito sua oferta anterior com o N-Gage. Isso porque os smartphones atuais são mais que um console de videogame portátil e um telefone. Agora eles são um centro de entretenimento pessoal, devido a plataformas de vídeo como Netflix, e seus concorrentes, como a Amazon Prime Video, e o novo concorrente neste mercado, a Huawei Vídeo, procuram manter o maior número possível de usuários, fazendo uma constante melhoria e desenvolvimento de novos conteúdos.

 

 

 

O que espera a Nokia no Brasil

Além da grande penetração de smartphones que existe atualmente no Brasil, vale destacar o fato de que o país lidera o número de smartphones conectados na América Latina. Com mais de 234 milhões de conexões sem fio somente no terceiro trimestre de 2017, o Brasil se estabeleceu como um dos principais mercados de entretenimento e comunicação móvel em todo o mundo. Dentro desse contexto, a Nokia deve competir no campo de hardware contra marcas como Samsung e Apple, e procurar um lugar entre a preferência dos gamers. Na categoria de jogos e conteúdo, a empresa finlandesa se depara com um mercado de gamers no Brasil, que tem concorrentes tão grandes quanto o próprio Facebook, que segundo o site do UOL, lançou um programa para gamers no Brasil, focado no desenvolvimento de videogames exclusivos para a rede social.

A Nokia tem uma competição muito difícil no campo do entretenimento portátil, e se não melhorar significativamente sua oferta anterior com o N-Gage, oferecendo algo novo e mais marcante do que as ofertas atuais da Samsung e da Apple, a marca finlandesa poderá enfrentar o fracasso pela segunda vez.


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