
Muitos produtores de conteúdo, especialistas em tecnologia e usuários comuns já colocaram as mãos no Nintendo Switch 2. E essas pessoas são privilegiadas.
Uma vez que o novo console da Nintendo custa no Brasil nada menos que R$ 4.499 (preço inicial sugerido, e sem jogos no pacote), é correto dizer que a grande maioria de nós, meros mortais, não vão chegar perto desse produto tão cedo.
Então, fiz o trabalho de compilar várias opiniões sobre o novo Nintendo Switch 2, e produzir um artigo com base nas primeiras impressões de quem testou, considerando principalmente o parecer de quem pagou pelo produto.
A evolução do design e da ergonomia receberam ressalvas

Os analistas estão divididos neste aspecto.
Ter a mesma espessura, mas ser 18 milímetros mais alto deixa a impressão que o Switch 2 é maior quando, na verdade, ele só é menos portátil mesmo.
O problema aqui é que o Nintendo Switch 2 é bem mais pesado, e pode ser mais desconfortável depois de várias horas de jogatina no modo portátil.
O que não deixa de ser um retrocesso na filosofia de portabilidade do Switch original, pois este é um dos segredos do seu sucesso.
Os controles agora contam com funções de mouse, conectores magnéticos e um botão adicional que ninguém sabe pra quê serve, o que indica uma possível expansão das formas de jogabilidade no console.
Performance técnica do salto geracional

O ganho de performance do Switch 2 é o ponto mais elogiado por quem testou o produto nesse primeiro momento.
O processador e GPU Nvidia Tegra T239 substituem o Nvidia Tegra X1 personalizado do primeiro Switch, elevando a potência a algo mais ou menos no nível do PlayStation 4 ou Xbox One.
Um grande salto, considerando que o Switch original foi lançado em 2017.
O novo console incorpora 8 GB de memória RAM LPDDR5, 64 GB de armazenamento e uma tela LCD de 8 polegadas, configuração que permite aos desenvolvedores criarem experiências mais ambiciosas tecnicamente.
A confirmação da parceria com a Nvidia traz capacidades de machine learning e ray tracing por hardware, recursos que podem revolucionar a qualidade visual dos jogos Nintendo.
E o novo cartão microSD Express chega para coroar tudo isso. É a Nintendo reconhecendo as limitações da mídia física que afetaram o modelo anterior, e tentando entregar uma fluidez maior aos jogos também a partir dos cartuchos.
Dessa forma, existe um maior potencial de uma experiência de jogo universal, tanto para os lançamentos exclusivos quanto para os jogos do passado.
Experiência visual que “decepciona”

Quem já testou o Switch 2 levantou essa polêmica. Mesmo todos os avanços técnicos adotados pela Nintendo não impediram que a tela (que não é OLED) sucumbisse na qualidade.
O modo portátil do Switch 2 apresenta um display incapaz de fornecer um modo HDR de boa qualidade, o que está frustrando aqueles que esperavam por melhorias visuais proporcionais aos upgrades de hardware.
O Nintendo Switch 2 utiliza uma tela de LCD com suporte a tecnologia HDR para cores mais vivas, mas sem o nível de contraste de telas OLED.

Muitos estão reclamando disso, mas vejo o movimento como parte da estratégia da Nintendo para vender o console.
A empresa aproveita o hype dos early adopters que vão comprar o Switch 2 com LCD, para depois capitalizar em cima de quem esperou pelo produto com a tela OLED.
Faz parte do jogo. A Nintendo priorizou custos de produção em detrimento da experiência visual premium.
Neste momento, tem gente reclamando do HDR do Switch 2, e esse é um dos pontos mais negativos desse console no primeiro momento.
O preço, que gera resistência

O aspecto financeiro é sempre o mais decisivo na hora de comprar ou não qualquer produto, e no caso do Nintendo Switch 2, jamais esse fator seria diferente.
O preço de R$ 4.499 (ou US$ 449 nos EUA) representa um aumento de aproximadamente 50% em relação ao Switch original (lá fora – aqui, a diferença de preço é maior), e praticamente ninguém está defendendo esse preço.
Para muitos usuários, nem mesmo todo o avanço técnico justifica o valor sugerido, pois foi a própria Nintendo que decidiu esperar oito longos anos para lançar o novo console.
Executivos como Bill Trinen justificaram o custo com a inflação e melhorias técnicas, como suporte a DLSS e modos de desempenho aprimorados. E tais argumentos não tem convencido analistas de mercado que consideram o aumento desproporcional às melhorias oferecidas.
Retro compatibilidade ameniza a transição

Talvez o grande ponto positivo do Switch 2 é a sua retro compatibilidade, o que facilita a transição para os usuários que já gastaram toneladas de dinheiro na sua biblioteca de jogos do Switch original.
E como já destacado em outras oportunidades, o Switch 2 está rodando bem os jogos do modelo original, melhorando o desempenho dos títulos mais pesados em casos pontuais.
Essa é uma grande vantagem competitiva do novo console, pois abre a possibilidade do usuário do Switch original se manter no ecossistema, reduzindo as ameaças da concorrência.
Afinal de contas, ninguém vai querer ver o seu dinheiro já gasto nos jogos indo para a lata do lixo.
É bom sim, mas tenha cautela

As primeiras impressões compiladas de diversos analistas e veículos especializados revelam um consenso de cautela otimista em relação ao Nintendo Switch 2.
A nova versão do console é lotada de novos recursos interessantes, mas as limitações técnicas detectadas colocam um pouco de amargo no doce entusiasmo inicial.
O Switch 2 manda muito bem na performance, na retro compatibilidade e na experiência de uso do novo controle para expandir as possibilidades do gameplay.
Mas não manda tão bem assim pelo peso maior, HDR decepcionante e do preço absurdo. É normal ver os gamers hesitantes sobre o upgrade a partir do Switch original, ou no investimento direto no novo console.
De um modo geral, os analistas recomendam que quem tem um Switch hoje e está satisfeito com isso, que espere mais um pouco.
Um catálogo mais amadurecido de jogos exclusivos e uma possível redução de preços podem tornar a transição para o Switch 2 mais atraente no futuro.
Só não dá para dizer se esse futuro é próximo ou distante.
Tudo depende da boa vontade da dona Nintendo.
Via Notebook Check, TechRadar

