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Definitivamente, a Nintendo tem ódio da pirataria, e está movendo suas armas para um novo combate legal. Agora, quer atirar contra os fabricantes de consoles modificados, ou aqueles que modificam os seus consoles para adicionar mais jogos sem pagar os direitos de software.

A Nintendo venceu a batalha legal contra os sites de ROMs, e vai seguir defendendo a sua propriedade intelectual, não apenas para recuperar eventuais prejuízos financeiros, mas para mostrar força e controle de distribuição exclusiva nos seus canais oficiais.

 

 

Não se meta com a Nintendo, senão você vai parar nos tribunais

A Big N apresentou um novo processo que quer acabar com aqueles que vendem unidades modificadas do Nintendo Switch, ou oferecem ferramentas ou ajuda para que o usuário faça o hack dos consoles por sua conta.

A Nintendo se ampara na Digital Millennium Copyright Act, e menciona no processo que “a lei de direitos de autor proíbe tanto a cópia dos jogos de consoles da Nintendo como a modificação dos consoles Nintendo Switch e NES Classic Edition para reproduzir cópias não autorizadas de jogos de consoles Nintendo”. Na ação, é solicitado o pagamento de multa de US$ 150 mil por jogo utilizado de forma ilegal para quem violar tal lei.

O primeiro processo foi contra Mikel Euskaldunak, jovem de Orange County, Califórnia (EUA), que oferecia modificações que permitiam “jogar QUALQUER JOGO do Switch”. O serviço era ofercido pela plataforma OfferUp, e por US$ 40 você adquiria o ‘Nintendo Switch Mod/Hack Homebrew’, ou por US$ 150 você recebia a versão crackeada de Super Smash Bros. Ultimate com todos os jogadores desbloqueados.

 

 

Hoje, é possível hackear o Nintendo Switch através de uma vulnerabilidade no processador do console. Já Euskaldunak foi processado por vender uma firmware personalizada e a instalação de um chip físico no Nintendo Switch, superando todas as proteções do console para que o mesmo rode jogos via cartão SD.

De acordo com a Nintendo, Esukaldunak vendeu mais de 100 dessas modificações, e seria responsável por comercializar cartões SD com grande quantidade de jogos. Também menciona que o acusado estaria vendendo consoles NES Classic Edition com 800 jogos pré-instalados US$ 15 mais caro do que o preço oficial do produto.

Um número não especificado de processos foram ingressados pela Nintendo tanto na Califórnia como em outras regiões dos Estados Unidos. O objetivo é o mesmo: frear a venda de consoles modificados ou serviços que oferecem a modificação.

Baseado nos resultados obtidos com os sites de ROMs, é fácil imaginar que a Nintendo pode vencer essa nova batalha. Logo, vamos ficar de olho, pois os consoles customizados e/ou alternativos podem simplesmente desaparecer do mercado em um futuro próximo.


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