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A Netflix segue dando as cartas no segmento de streaming, mas apesar do seu aumento no número de assinantes, a sua fatia do bolo está menor por causa da concorrência, com a aparição de novos serviços e as melhoras das plataformas já existentes.

E a pergunta é: por quanto tempo a Netflix vai aguentar a pressão (se é que vai aguentar)?

São muitas plataformas disponíveis, e nosso bolso tem fundo. Chegar primeiro e apostar de forma correta nos conteúdos originais fez com que a Netflix se mantivesse na dianteira do setor. Porém, suas concorrentes estão fazendo o mesmo, mas de forma consciente: não produzem tanto, não gastam tanto e, por causa disso, lucram mais.

A diversidade das produções da Netflix não serve de desculpa para entregar alguns resultados geniais e outros medíocres. Quando revisamos os melhores do ano na plataforma, dois ou três filmes e séries realmente se destacam. O resto é de gosto duvidoso.

E a concorrência já consegue os mesmos resultados de qualidade nas séries (ainda não nos filmes), e gastando bem menos.

 

 

 

São dois enormes problemas que a Netflix precisa enfrentar

 

 

Temos dois problemas sérios para a Netflix. Primeiro porque o assinante quer mesmo ver The Witcher, La Casa de Papel, Stranger Things e outras produções, mas também quer assistir The Boys, Westworld, Chernobyl, The Mandalorian… e não há bolso que aguente pagar tantos serviços.

Ou seja, sobram conteúdos e faltam tempo. E os megahits arrastam os usuários de um serviço para outro. Logo, a estratégia da Netflix em produzir muito conteúdo original faz com que boa parte pode ser irrelevante até mesmo para o público ao qual as séries são voltadas. No final das contas, o tempo é finito, e todos precisam escolher quais são as suas prioridades.

A Netflix gasta uma montanha de dinheiro para produzir muitos conteúdos que ninguém se importa. As pessoas acabam escolhendo o que vai ver, e o crescimento da empresa se estanca. Resultado: as receitas não cobrem os investimentos.

Uma pequena mostra desse efeito é o preço de sua mensalidade: subiu tanto, que a Netflix se tornou a mais cara entre as plataformas de streaming.

A concorrência é o segundo problema.

É uma concorrência de peso, que vai dificultar as coisas para a Netflix. A Amazon Prime Video prepara a série de O Senhor dos Anéis, a HBO prepara a série de The Last of Us, a Disney+ tem vários conteúdos de Star Wars e dos heróis da Marvel…

Vai ser uma batalha com tantos lançamentos, de modo que as plataformas farão de tudo para manter os seus assinantes.

Sem falar no detalhe que a Netflix joga sozinha esse jogo, e a concorrência, não. A Disney é uma gigante do entretenimento, a HBO é de propriedade da WarnerMedia (que, por sua vez, é de propriedade da AT&T, a maior empresa de telecomunicações do mundo), a Amazon Prime Video é mais atraente do que nunca com o Amazon Prime… e o Apple TV+ vem da Apple, que fala por si (pode ter poucos conteúdos nesse momento, mas… dá para duvidar da Apple?).

Por tudo isso, vale repetir a pergunta: por quanto tempo a Netflix vai aguentar a pressão (se é que vai aguentar)?

E, com uma certa dose de ousadia e alegria, fazer outra pergunta: a Netflix pode acabar absorvida ou engolida por outra gigante do entretenimento no futuro?


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