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Netflix nunca viu isso em 20 anos de vida

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Se tem uma empresa que realmente está ganhando com a crise epidemiológica atual é a Netflix. E a empresa é positivamente afetada pelos efeitos colaterais resultantes do isolamento social: com mais pessoas em casa, maior é a clientela buscando algo para assistir e evitar o tédio.

Bilhões de pessoas ao redor do mundo estão confinadas em casa, tentando evitar a expansão da pandemia, e a Netflix se tornou a solução de muita gente para não enlouquecer (eu mesmo estou maratonando La Casa de Papel, That 70’s Show e terminei a maratona de Friends durante a quarentena).

Agora, todo esse efeito colateral se traduziu em números e em uma frase emblemática: “Em 20 anos de história, nunca vimos nada igual”.

 

 

 

Um futuro incerto e inquietante

 

 

A Netflix informou que 16 milhões de pessoas criaram uma conta na plataforma nos três primeiros meses de 2020. Esse número é quase o dobro do valor registrado nos últimos três meses de 2019. Ted Sarandos, diretor de conteúdo do serviço, anunciou os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano a partir da cozinha de sua casa, e afirmou sobre esse crescimento que “foi algo extraordinário ver a comunidade criativa se unindo para entreter o mundo através da Netflix. Em 20 anos de história, não testemunhamos nada igual”.

Com os 16 milhões de novos assinantes, a Netflix alcança um total de 183 milhões de usuários. Reed Hastings (CEO da empresa), afirma que nunca testemunhou um futuro “mais incerto ou inquietante”.

Nesse primeiro trimestre, a Netflix registrou receitas de US$ 5.76 bilhões, um aumento de 27% em relação ao mesmo período de 2019. Os lucros duplicaram, passando de US$ 344 milhões para US$ 709 milhões. Parte desse sucesso (além do fator “meio mundo está de quarentena”) se explica por causa de produções como Tiger King, um dos grandes fenômenos dos últimos meses, que rapidamente se tornou tão popular quanto Stranger Things, uma das séries mais assistidas na plataforma.

Mas nem tudo são flores para a Netflix. A pandemia obrigou a plataforma a suspender “quase todas” as multimilionárias produções que estavam em fase filmagem quando a pandemia chegou nos Estados Unidos.

Por trás dos ótimos números registrados, o grande desafio agora é seguir produzindo conteúdos em um momento tão delicado na saúde global. Sarandos afirmou que reorganizou a agenda de produções, dando prioridade para os projetos de animação poucos dias depois de ter que fechar os escritórios e estúdios, seguindo com a pós-produção de projetos já filmados de onde era possível (aka nas casas dos profissionais).

Fato é que vamos experimentar atrasos das produções que estavam no calendário, e uma queda nos lançamentos com certeza vai acontecer nos próximos meses. A Netflix garante que vai continuar a lançar novos recursos e funcionalidades que prometem agregar um valor significativo para os seus usuários, assim como melhorias nos sistemas de controle dos pais.

O cenário da pandemia é complexo para todo mundo, mas para a Netflix é, também, bem interessante. Não podemos esquecer que, recentemente, a plataforma de streaming registrou um valor de mercado maior que a Disney, o que significa que Sarandos e Hastings, querendo ou não, precisam reconhecer que, de alguma forma, a empresa está vencendo em tempos de pandemia.

E o futuro é incerto para todo mundo. Logo, é melhor colher os louros do presente.

 

 

Via Netflix, The Verge


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