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Guerra é guerra!

A Disney está mesmo disposta a acabar com a Netflix, e mais um movimento que mostra esse desejo foi executado hoje (1). A Amazon anunciou oficialmente um acordo de licenciamento de conteúdo com a empresa do Mickey. Desse modo, o Amazon Prime Video da América Latina recebe os títulos do catálogo da Disney por um ano.

Entre as licenças, estão os conteúdos mais relevantes da Disney nos últimos anos, incluindo todas as grandes estreias dos últimos dois anos (Capitã Marvel e Vingadores: Ultimato, da Marvel Studios; WiFi Ralph – Quebrando a Internet, Toy Story 4, O Rei Leão, Aladdin e O Retorno de Mary Poppins, entre outros).

O acordo é válido por um ano, ou seja, até 30 de setembro de 2020, o que já dá uma data estimada para a estreia do Disney+ em toda a América Latina, incluindo o Brasil: 1 de outubro de 2020.

A parceria trás para a plataforma outros conteúdos bem relevantes, como Piratas do Caribe, Os Incríveis e Vida de Inseto nos filmes, e séries premiadas como Grey’s Anatomy, American Horror Story e How I Met Your Mother.

A seguir, um resumo dos novos conteúdos que estarão disponíveis no Amazon Prime Video a partir de hoje (1) e durante os próximos 12 meses na América Latina:

• Os mais recentes sucessos de bilheteria do universo cinematográfico da Marvel, como Capitã Marvel e Vingadores: Ultimato, além dos filmes de outras fases do universo Marvel, como Homem de Ferro, Thor: O Mundo Sombrio, Doutor Estranho e Guardiões da Galáxia Vol. 2.

• Versões em live action de famosas animações, como O Rei Leão, O Retorno de Mary Poppins, O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos, A Bela e a Fera, Malévola e a sequência, Malévola: Dona do Mal.

• Filmes de animação épicos, como WiFi Ralph – Quebrando a Internet, Operação Big Hero, Enrolados, Toy Story 1 a 4, Zootopia e Moana, além de clássicos, como A Princesa e o Sapo e Lilo & Stitch.

• Todas as temporadas de séries de sucesso, como Grey’s Anatomy, The Walking Dead, American Horror Story e How I Met Your Mother.

Todos os conteúdos podem ser consumidos em modo offline, via download, e sem custos adicionais.

 

 

E o grande perdedor nessa história é…

 

 

A Netflix, que tinha os direitos de exibição desse conteúdos da Disney no Brasil e na América Latina. Até então, os assinantes brasileiros do serviço líder de mercado estavam “tranquilos”, pois a chegada do Disney+ nos Estados Unidos não estava afetando o conteúdo disponível na plataforma em nosso país (é sempre preciso lembrar que os acordos com diferentes conteúdos e distribuidoras que a Netflix fecha são regionais, e podem variar de acordo com o país que está disponível).

Mas isso estava valendo… até agora.

Não só a Disney deixa bem claro que não quer ver indícios dos seus conteúdos na Netflix, como já sinaliza para o lançamento dos mesmos no Brasil para 2020. E enquanto o Disney+ não vem, seus filmes e séries de sucesso ficam “hospedados” no Amazon Prime Video que, por sua vez, acabou de lançar no Brasil o Amazon Prime, que entrega uma série de serviços combinados (incluindo o Prime Video) por apenas R$ 89 por ano.

Agora, pense na quantidade de assinantes que vão automaticamente migrar da Netflix (R$ 19,90 por mês) para o Amazon Prime (R$ 89 por ano) só por causa dos conteúdos da Disney… e veja como tem executivo da Netflix chorando em posição fetal nesse momento.


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