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Apesar de passar por dois anos em declínio aparente, com um Facebook que parecia estar afundando com tantos escândalos de vazamento de dados e violação de privacidade dos usuários, os números apresentados pela empresa comandada por Mark Zuckerberg sugerem o contrário.

Os dados relevantes neste caso são mais sobre os usuários do que os números financeiros, mas vamos começar pelo dinheiro. Os lucros da empresa cresceram 39% em 2018 em relação a 2017, alcançando US$ 22,112 bilhões, enquanto que as receitas atingiram US$ 55,03 bilhões, representando um crescimento de 38% no faturamento em comparação ao ano de 2017.

 

 

Alguém aí realmente se importa com a privacidade?

É a questão que muitos de nós que escrevemos sobre o mundo da tecnologia nos perguntamos neste momento. Que o negócio do Facebook pode continuar a crescer ou não sem a rede social é algo bem óbvio, pois o Instagram está se tornando um outro gigante (o Instagram Stories já conta com 500 milhões de usuários ativos todos os dias). Mas o surpreendente de tudo isso é que a estagnação no crescimento em número de usuários que outros imaginavam que estava acontecendo simplesmente desapareceu.

 

 

O Facebook ganhou 49 milhões de novos usuários no último trimestre de 2018 e 191 milhões desde o final do ano anterior. No entanto, a novidade é que, em um mercado tão maduro e explorado quanto o europeu, desde o primeiro trimestre do ano passado, a queda foi de 377 milhões de usuários por mês, mas os números voltaram a subir, alcançando 381 milhões. Nos Estados Unidos e no Canadá, o número de usuários permanece, e na Ásia-Pacífico aumentou em 30 milhões.

 

 

Se as conexões diárias diminuíram por causa dos mais recentes escândalos de privacidade, a realidade é muito clara: por pelo menos dois anos, o número de usuários em relação ao total de ativos mensais conectados todos os dias é de 66%. Um número que indica que a atividade do dia-a-dia não cresce no Facebook, mas que os números dos usuários na plataforma não diminui, e as pessoas permanecem fiéis à rede social, acessando a mesma todos os dias.

 

 

Respondendo a pergunta que sugeri um pouco antes nesse post: a privacidade provavelmente importa, mas isso é relativo. Tanta coisa foi revelada nos últimos anos sobre o Facebook, e o estrago na teoria já é tão grande, que tal comportamento das pessoas supera o limiar do aceitável, e só podemos ficar abismados em como o coletivo se comporta sobre o tema.

 

 

Por fim, aumentou também a renda do Facebook por usuário: a média de US$ 6,18 dólares do ano anterior foi para US$ 7,37 em 2018.

 

 

O Facebook domina a internet

 

 

O Facebook anunciou que 2 bilhões de pessoas usam algum dos seus serviços diariamente, e que 2.7 bilhões o fazem pelo menos uma vez por mês. São 100 milhões a mais do que no trimestre passado, o que significa que há 50 milhões de novos usuários no Instagram, WhatsApp e Facebook Messenger.

Aproximadamente 35% da população mundial usa serviços do Facebook todos os meses, mas o mais importante é o total de acessos à internet, que em 2018 era de 55% da população mundial, onde 64% desse grupo se conecta a serviços de Mark Zuckerberg.

E tudo isso acontece em um cenário onde em países gigantes como a China os seus serviços estão em camadas.

Lembra do #DeleteFacebook? Então, eis a prova que não valeu de nada.

 

Via Facebook


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