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Nem todos os smartphones são iguais em 2022…

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Apesar de todos os problemas e dificuldades que o mundo está enfrentando nos aspectos econômicos (e isso inclui uma crise sanitária global que ainda não acabou e um conflito bélico na Europa que está afetando a todos os países em diferentes níveis), os fabricantes de smartphones se esmeraram em lançar novos dispositivos para o mercado em 2022. Uma grande variedade de propostas apareceu, onde cada modelo recebe diferentes configurações e características de design.

O primeiro parágrafo deste artigo já é um motivo mais que suficiente para sustentar a teoria que os smartphones lançados em 2022 não são todos iguais, mas algumas pessoas ainda acreditam que não existem grandes diferenças entre os modelos apresentados no mercado até agora. E eu não posso julgar essas pessoas. O máximo que posso fazer é tentar convencê-las a mudar de pensamento apresentando fatos e argumentos, e isso já é uma missão muito complicada.

Se você é um daqueles que acreditam que todos os smartphones lançados em 2022 são iguais, continue a ler este post. Vou mostrar alguns elementos que comprovam que essa ideia não se sustenta ou que não é bem assim que a banda toca no mercado mobile. Você pode encontrar muitas diferenças entre os modelos apresentados este ano, inclusive com dispositivos da mesma marca.

Neste post, vou comentar quais são as principais diferenças que você vai encontrar nos telefones lançados em 2022, principalmente no que se refere ao design dos dispositivos. É claro que podem existir muitas outras diferenças entre os smartphones disponíveis no mercado, além de alguns exemplos para deixar essas diferenças ainda mais claras.

O principal objetivo aqui é mostrar como de fato nem todos os telefones se parecem, mesmo com muitos modelos semelhantes disponíveis no mercado atual.

 

 

 

A traseira brilhante ou de uma cor

A estética é um dos traços de identidade mais fortes para qualquer smartphone que chega ao mercado, e falar um pouco da parte traseira do dispositivo pode estabelecer uma melhor perspectiva sobre o tema que queremos abordar de forma mais aprofundada neste artigo.

Enquanto alguns modelos contam com uma parte traseira de uma única cor, seguindo uma tendência que foi estabelecida desde o início dos tempos da telefonia móvel, outros modelos apostam em uma carcaça brilhante e reluzente, para chamar a atenção de um grupo de usuários que faz questão de ter um telefone que chama a atenção de outras pessoas com certa facilidade.

Um dos casos mais evidentes dessa diferença que apontei no parágrafo anterior (e esse não é o único exemplo do mercado, mas serve como forma de ilustrar melhor esse ponto) é o do Vivo V23. Este é o tipo de smartphone que aqueles que não querem ser discretos com o seu smartphone certamente vai considerar como investimento para o futuro, pois a carcaça traseira do telefone MUDA DE COR quando o dispositivo está exposto à luz do sol.

Convenhamos: não é qualquer smartphone do mercado que faz isso, certo?

E é inegável que um smartphone que muda de cor com uma simples exposição à luz do sol é algo no mínimo impressionante. Você pode sair do laranja ou dourado para um azul metálico brilhante através de uma simples reação à luz solar. É um diferencial desse e de outro modelo da marca, o V23 Pro, e esse é um sinal de identidade que a Vivo coloca nos seus dispositivos que certamente se faz presente no mercado e junto aos seus clientes.

Algo similar acontece com os modelos Realme 9 e Realme 9 5G, com a diferença que este fabricante chama a sua solução de “design holográfico ondulado”, mas na prática faz o mesmo que os dois telefones da Vivo. Neste caso, os dois telefones contam com uma proposta de design que é inspirada na luz do deserto, onde as tonalidades, brilhos e detalhes variam em função do impacto da luz na superfície traseira dos dispositivos.

No final das contas, a Realme pode chamar o recurso do que quiser, mas os resultados práticos são os mesmos dos telefones da Vivo. E aqui, passa a ser uma questão de gosto escolher o telefone de um ou de outro fabricante. Os resultados práticos são os mesmos.

Até a Samsung oferece alguns diferenciais (teóricos) na proposta de design de alguns dos seus smartphones. Por exemplo, o Galaxy S22 Ultra conta com cores exclusivas (Red, Graphite e Sky Blue), em uma única cor sólida e com acabamento em fosco simulado, o que resulta em um aspecto estético bem atraente e elegante. Entregam um ar mais sóbrio que me agrada mais, mas este sou eu compartilhando o meu gosto com você.

Vários outros modelos de smartphones se destacam por contar com apenas uma única cor na parte traseira, atendendo aos usuários com um perfil estético mais discreto. Alguns deles repetem a proposta da Samsung e oferecem cores exclusivas como argumentos de compra. É o caso da Apple com o iPhone 13 e o iPhone 13 Pro, que também receberam duas novas versões de cores (verde e verde alpino), além de outras tonalidades já conhecidas que só essa marca de smartphones utiliza.

Em muitos casos, os usuários de smartphones procuram por produtos que ofereçam essa singularidade cromática não apenas para alinhar o dispositivo ao seu estilo, mas também com a sua personalidade. A sobriedade do acabamento do telefone pode revelar mais sobre a pessoa que o possui do que a teórica discrição que aquele acabamento deixa transparecer.

 

 

 

Câmera de selfies no centro ou dos lados

Esse é outro sinal de identidade estética e funcional que pode ser facilmente detectado pelos usuários que contam com um olhar mais atento ou detalhista para os produtos de tecnologia. Este é um aspecto que pode mudar não apenas em função da proposta de design, mas em como a solução deve trabalhar para o usuário no telefone.

Voltando a olhar para o exemplo do Vivo V23 5G, encontramos um grande diferencial em relação à grande maioria dos smartphones lançados em 2022: um conjunto de câmera dupla, com sensores de 50 MP + 8 MP na parte central do dispositivo. E esse detalhe fará com que qualquer usuário reconheça que esse é um telefone dessa marca e, com um pouco mais de informações, que é o modelo em questão. Ou pelo menos que pode descartar uma grande quantidade de marcas de smartphones que não adotam esse tipo de proposta em seus produtos.

O Google Pixel 3 XL é outra exceção da regra, já que também conta com um sistema de câmera dupla frontal na parte central do dispositivo. Por outro lado, o iPhone 12 Pro possui o mesmo sensor no centro do dispositivo, mas pendente para o lado direito. E os usuários do smartphone da Apple não podem reclamar disso, já que esse é um dos melhores telefones do mercado para o registro de selfies.

Outros fabricantes apostam em diferentes posições para a câmera de selfies, imprimindo assim a sua identidade estética para melhor identificação do usuário com o modelo. Um exemplo do que estou falando é o Oppo A94, lançado em 2021: esse telefone recebe a sua câmera frontal na parte superior esquerda da tela, o que faz com que esse sensor ocupe pouco espaço no display.

Algumas alternativas chamam a atenção por serem muito diferentes do convencional. Aqui, vale a pena mencionar o exemplo do Mi Mix 2S, mesmo que ele já conte com muitos anos de lançamento. Afinal de contas, são raros os smartphones que contam com a câmera de selfies na parte inferior direita da tela, e isso faz com que o modelo seja reconhecido com maior facilidade no meio de tantos telefones disponíveis.

Aqui, é importante deixar claro que muito mais importante do que a posição onde a câmera frontal vai ficar é que o seu funcionamento seja pleno dentro da proposta de software adotada pelo fabricante do dispositivo. Mesmo que a posição desse sensor seja muito diferente que o convencional, se ele garantir que o registro de fotos será o melhor para as suas necessidades fotográficas, está tudo certo.

 

 

 

Tela plana ou curva

A evolução das telas resultou na evolução dos formatos de tela nos smartphones. Hoje, não contamos apenas com o formato de tela plana, e contamos com alguns modelos que apostam na tela curva. Não com tanta ênfase como testemunhamos no passado, mas elas ainda existem e devem existir em um futuro não muito distante… se a Apple tiver coragem de apostar nas telas curvas no iPhone, é claro.

Hoje, Samsung e Apple apostam nas telas planas com alguns dos seus principais modelos de smartphones (ou pelo menos alguns dos modelos mais populares nos aspectos comerciais), como são os casos do Galaxy A52s 5G, do Galaxy A52 5G (ambos com uma tela Super AMOLED de 6.5 polegadas), do iPhone 13 e iPhone 13 Mini (que contam com tela Super Retina XDR), do iPhone 13 Pro e do iPhone 13 Pro Max (tela Super Retina XDR com ProMotion).

Aqui, encontramos diferentes tipos de tecnologia que entregam diferentes resultados de imagem, que podem ser mais ou menos interessantes para os diversos perfis de uso. Mas todas essas telas são planas, sem curvas ou detalhes que chamam mais a atenção nos aspectos estéticos.

Por outro lado, o Xiaomi 12 é um dos smartphones que chegaram ao mercado em 2022 que conta com uma tela curva, com bordas laterais quase imperceptíveis, o que entrega uma maior identidade estética ao dispositivo. Outro exemplo de telefone lançado nos últimos meses que recebe a mesma proposta de design é o Samsung Galaxy S22: sua tela é excelente e conta com uma curva que deixa as laterais pouco visíveis.

O Oppo Fund X5 Pro com 6.7 polegadas também entrega uma tela curva para chamar a atenção dos usuários que procuram o mínimo de bordas para distrair na hora de visualizar os conteúdos.

E, de novo, esses são apenas alguns exemplos. Não estamos considerando os modelos de smartphones que se atrevem a apresentar propostas diferentes na própria curvatura de tela, o que pode ser algo até muito bem-vindo para alguns usuários que estão cansados da mesmice na proposta de design de telas retangulares ou planas.

 

 

 

Câmeras traseiras

Por último, mas não menos importante, temos as câmeras traseiras. E este é, talvez, o principal sinal de identidade estética de um smartphone nos tempos atuais.

Hoje, temos uma grande diversidade de propostas com um número variável de sensores, com uma disposição de câmeras que pode variar de forma considerável de um modelo para outro. Cada distribuição procura oferecer as melhores características para o registro de fotos em diferentes condições, mas também procura se diferenciar no design para que, dessa forma, possa se destacar entre os usuários.

Vamos pegar como exemplo o Samsung Galaxy M33 5G, que possui um sistema de quatro câmeras que estão posicionadas na parte superior esquerda da parte traseira do telefone, criando um quadrado perfeito. É uma simetria que agrada aos que buscam um design mais regular e organizado.

Já o Oppo A94 também possui um sistema quádruplo de câmeras, mas com uma distribuição em uma proposta mais retangular, utilizando três sensores um em ima do outro. Todos estão posicionados também na parte superior esquerda do smartphone. E isso faz com que a estética deste dispositivo se faça diferente daquela apresentada pelo modelo da Samsung mencionado no parágrafo anterior.

O Xiaomi Redmi Note 11 também recebe quatro câmeras, com um sensor principal de 50 MP com recursos de Inteligência Artificial. Esse diferencial técnico pode justificar o posicionamento desse sensor acima dos demais, uma vez que ele é muito maior que os demais. Os outros sensores ficam muito mais próximos uns dos outros.

Por fim, o Huawei P50 Pro possui como diferencial técnico um muito chamativo sistema de câmeras da Leica, com uma distribuição em formato circular, com destaque para o sensor principal de 50 MP. O conjunto também é composto por quatro sensores fotográficos, mas com uma proposta de design e funcionalidades completamente diferente dos demais modelos mencionados e apresentados neste post.

 

 

 

Conclusão

Como você conseguiu constatar ao longo deste post, os smartphones atuais até podem ser similares em suas propostas, mas contam com alguns diferenciais nos detalhes do design que, em alguns casos, são reflexos de suas funcionalidades. E isso faz com que a teoria do “é tudo igual” caia por terra.

Apesar de uma aparente mesmice de proposta estética e a ideia evidente de que da grande maioria das marcas querem repetir a fórmula de sucesso da Apple, muitos fabricantes ainda se esforçam para apresentar soluções próprias com traços de identidade muito claros. Tudo é uma questão de boa vontade em procurar essas diferenças entre os dispositivos.

Eu entendo que muitos usuários se incomodam profundamente com a repetição constante que prevaleceu durante os últimos anos no design dos smartphones. Porém, a boa notícia que deixo no final desse post é que ainda tem alguns fabricantes que tentam inovar ou ousar sair do lugar comum para chamar a atenção do consumidor e conquistar o bolso dos usuários.

E essas marcas merecem a nossa admiração e respeito, para dizer o mínimo. Não podemos culpá-las por tentar sair do lugar comum. Podem acertar ou errar no resultado, mas ao menos tentam. Não se limitam a copiar quem está no topo.


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