
Essa aqui… é mais uma da série “eu bem que tentei avisar”…
Confesso que nunca fui muito com a cara do Apple Vision Pro. Entendi a proposta do produto, mas não vi a real necessidade dele dentro do nosso contexto de momento e também pela forma em como o dispositivo foi apresentado.
Seu elevado preço não justificava um investimento tão alto. E o tempo mostrou que eu estava certo nessa percepção. Tanto, que a Samsung lançou o Galaxy XR, que é basicamente o mesmo tipo de produto, mas custando bem menos, quanto pelo fracasso comercial da proposta da Apple.
Resultado: nem a Apple quer o Vision Pro neste momento.
Caro demais e não serve para nada

Não existe uma resposta oficial da Apple para a pergunta “por que o Vision Pro fracassou?”, mas não é preciso ter os dados ou ser um especialista em dispositivos de realidade aumentada para compreender o que foi que deu errado aqui.
Dois motivos explicam com muita facilidade o fracasso do Apple Vision Pro no mercado de tecnologia, e ambos são justificativas mais do que válidas para que esse produto fique nas prateleiras.
O primeiro motivo é o elevado preço do produto: US$ 3.499 é algo proibitivo ara a esmagadora maioria dos usuários, independentemente do tipo de dispositivo em questão. Se um MacBook Pro (que é um produto mais útil) custa essa pilha de dinheiro, ele é caro do mesmo jeito.
O segundo motivo que explica o fracasso do Apple Vision Pro é este não é um produto tão útil quanto parece. Ele tem um conceito interessante, que tem tudo para evoluir para algo mais funcional no futuro. Mas neste momento, ele não serve para muitas coisas, além do uso para entretenimento em filmes, séries e esportes ao vivo e tarefas muito específicas.
O desespero em reduzir a dependência do iPhone

A Apple lançou o Vision Pro na tentativa de abrir uma nova frente de mercado de tecnologia de consumo, e não podemos culpar a empresa por tentar. O grande problema é a forma em como ela fez isso.
O Apple Vision Pro é sim um produto mal posicionado no mercado. Sempre foi, pois sua relação custo-benefício era péssima, e o timing de lançamento do dispositivo era discutível.
E o tempo mostrou que quem não acreditou no Vision Pro estava certo. Ele encalhou no mercado, e só agora a sua principal concorrente, a dona Samsung, lança o adversário direto da proposta da Apple, em um produto mias amadurecido e com valor sugerido de US$ 1.799.
E a pior parte: a Apple já confirmou que não vai dar descontos na segunda versão do Vision Pro para quem entregar o primeiro em bom estado, tal e como acontece com as outras linhas de produtos.
E tomou essa decisão alegando que “não pode fazer isso”.

Ou seja, nem a Apple quer o Vision Pro de volta depois que lançar a nova versão do dispositivo, de tão fracassado que ele é. Que todas as unidades fiquem com os trouxas clientes que apostaram na primeira versão do produto de forma (quase) cega.
Com tudo isso, é certo dizer que o Vision Pro original vai perder muito valor de mercado, e revender o dispositivo por um preço bem mais baixo do que pagou será a única alternativa para o usuário médio recuperar parte do seu dinheiro investido nele.
Eu disse. Eu avisei.

