De acordo com um relatório da agência de investigação MobData, usuários chineses do iPhone geralmente possuem menor educação, conhecimento de hardware e poucos ativos valiosos em comparação com os usuários de outras marcas, como Xiaomi ou Huawei.

O relatório mencionou que as marcas locais seguem ganhando protagonismo no mercado asiático, particularmente na China. Uma pesquisa concluiu que os usuários da Apple estão no segmento da população entre 18 e 34 anos, solteiro, que só possui um certificado de ensino médio e uma receita mensal abaixo de 3.000 yuanes (onde predomina o gênero feminino).

Esse grupo é conhecido como ‘pobres invisíveis’, ou aquelas pessoas que não se reconhecem como tão pobres como as suas circunstâncias financeiras reais.

Já os usuários de smartphones da Huawei são geralmente do gênero masculino, casados, com idades entre 25 e 34 anos, com diploma ou certificado universitário e receitas mensais entre 5.000 e 20.000 yuanes. A pesquisa também detectou que uma grande proporção de usuários da Huawei contam com boas raízes e automóveis.

A grande pergunta que não quer calar a esta altura do post é: como se explica este fenômeno, considerando os preços da Apple?

De acordo com a investigação, a Apple aumenta consideravelmente os preços de seus produtos, que são pouco acessíveis para muitos usuários. porém, as versões mais antigas do iPhone e os dispositivos da Apple de segunda mão seguem muito populares na China.

Por exemplo, o iPhone 6 lançado pela Apple em 2014 continua a ser o favorito entre os usuários chineses do segmento mencionado. Mesmo assim, é preciso considerar que Huawei, Oppo, Vivo e Xiaomi contam com uma participação de mercado combinada de quase 80%, enquanto que a Apple conta com 9%.

Não temos números oficiais para afirmar, mas apenas pela observação cotidiana, podemos dizer que o comportamento do brasileiro é muito similar ao do chinês. E aqui nem é uma questão de gênero: muita gente está com iPhone usado por aí, apenas para ter o gosto de dizer que tem um iPhone.

 

Via South China Morning Post