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Motorola moto G35 5G | 5 motivos para NÃO comprar

O Motorola moto G35 5G chegou ao mercado intermediário prometendo equilíbrio entre custo e funcionalidades, mas… será que entrega o esperado?

Este não é um smartphone objetivamente ruim, mas apresenta alguns pontos débeis que merecem reflexão. Para usuários básicos que priorizam a marca Motorola e interface limpa, pode ser suficiente. Entretanto, para quem busca desempenho consistente em jogos, carregamento rápido, longevidade de software ou construção premium, as alternativas do mercado apresentam propostas mais alinhadas a essas expectativas.

Uma análise crítica revela aspectos questionáveis que merecem atenção antes da compra. Conheça as principais limitações deste smartphone que podem comprometer sua experiência a longo prazo.

 

O processador Unisoc T760

A adoção do chip Unisoc T760 representa um risco calculado pela Motorola.

Embora o chip ofereça um desempenho 15% superior ao Snapdragon 695 presente no modelo anterior, este processador carece da reputação e do ecossistema de desenvolvimento dos chips Qualcomm e MediaTek.

Na prática, isso significa menor otimização em aplicativos populares e jogos exigentes. O ganho em benchmarks sintéticos nem sempre se traduz em fluidez no uso cotidiano.

Jogadores casuais e usuários que executam múltiplas tarefas intensivas certamente sentirão as limitações quando comparado a concorrentes equipados com processadores mais consolidados no mercado.

 

Carregamento lento em tempos de pressa

Ninguém tem tempo a perder em 2025. A bateria de 5.000 mAh do moto G35 5G promete uma autonomia satisfatória, o que é ótimo em qualquer dispositivo, mas o carregamento a apenas 18W destoa completamente das tendências atuais.

Quando rivais diretos já oferecem carregadores com potências de 30W, 45W ou até 67W, a espera prolongada para recarregar o aparelho torna-se um enorme inconveniente.

Sim, este aspecto é relativo, e alguns podem defender que não contam com tanta pressa assim para recarregar a bateria do smartphone. Podem até utilizar essa característica como um pretexto para ficar algum tempo longe do dispositivo.

Porém, para profissionais com agenda lotada ou usuários que dependem de recargas rápidas durante o dia, essa limitação pode causar frustrações reais. A tecnologia de carregamento rápido já não é privilégio de aparelhos premium, tornando a escolha da Motorola particularmente questionável neste aspecto.

 

Um futuro incerto nas atualizações

A longevidade digital de um smartphone depende diretamente de sua política de atualizações. Aqui, o histórico da linha Moto G não inspira confiança, especialmente ao combinar com um processador Unisoc no dispositivo.

Embora o aparelho venha com Android 14, a expectativa é de apenas uma grande atualização do sistema operacional e cerca de dois a três anos de patches de segurança. O que, convenhamos, beira ao desrespeito por parte da Motorola em relação aos clientes que vão comprar esse smartphone.

Para quem planeja utilizar o dispositivo por mais tempo, isso representa obsolescência programada. A segurança digital e o acesso a novas funcionalidades ficam comprometidos mais rapidamente que em alternativas da concorrência ou mesmo das linhas superiores da própria Motorola.

 

Economia nas especificações técnicas

A versão básica com apenas 4GB de RAM surge como outro ponto crítico do moto G35 5G e, muito em particular, uma bandeira que defendo há muito tempo como uma decisão extremamente equivocada por parte do fabricante.

Esa quantidade de RAM, embora tecnicamente funcional, já se mostra insuficiente para uma experiência fluida com o Android 14 e aplicativos modernos. O multitasking torna-se uma jornada de fechamentos automáticos de apps e recarregamentos constantes.

É como eu já disse em diferentes oportunidades: “eu não desejo 4 GB de RAM em um smartphone nem para o meu pior inimigo”.

A construção predominantemente em plástico e a proteção Gorilla Glass 3 (já considerada ultrapassada) contribuem para uma sensação menos premium. A vulnerabilidade a arranhões e impactos comparada a concorrentes com materiais mais resistentes é evidente, comprometendo a durabilidade do investimento.

 

Relação custo-benefício questionável

Quando analisamos o contexto atual do mercado de smartphones de entrada, o moto G35 5G enfrenta uma concorrência feroz. Por um investimento ligeiramente superior, consumidores encontram alternativas com processadores mais confiáveis, carregamento significativamente mais rápido, compromissos de atualização superiores e construção mais robusta.

O verdadeiro custo-benefício deve considerar não apenas o preço de aquisição, mas a experiência completa ao longo da vida útil do aparelho. Nessa equação mais ampla, o moto G35 5G perde pontos importantes que podem justificar um investimento adicional em alternativas mais equilibradas.

Antes de finalizar a compra, avalie cuidadosamente se as limitações mencionadas neste artigo afetam diretamente seu padrão de uso. A decisão informada é sempre o melhor caminho para evitar arrependimentos futuros com seu investimento tecnológico

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