Compartilhe

Podemos ter uma greve geral do Uber e do 99 em todo o Brasil no dia 20 de janeiro. Os grupos de WhatsApp de motoristas estão se mobilizando nesse sentido, e o motivo é a pressão para que os aplicativos adotem medidas de segurança mais rígidas em relação aos passageiros, para maior segurança dos motoristas.

Os motoristas dos aplicativos de transporte exigem dos responsáveis pelo serviço um cadastro mais rigoroso dos passageiros, exibir o endereço de origem e destino andes da corrida ser aceita, permitir que o motorista não aceite dinheiro como pagamento (especialmente à noite), exibição da foto do passageiro e a inserção da senha ao solicitar a corrida.

Tais medidas podem não surtir efeito, e resultar em efeitos colaterais que prejudicam o passageiro. O motorista pode muito bem julgar pela aparência e não aceitar uma corrida, e não aceitar corridas em dinheiro não evitam que os crimes aconteçam de qualquer maneira.

A paralisação nacional em 20 de janeiro ainda não é um consenso entre os motoristas, pois cai em um domingo. Muitos entendem que parar significa deixar de ganhar dinheiro, o que não é algo bom para todos.

Os casos mais sérios de violência contra motoristas do Uber e 99 estão acontecendo no Rio Grande do Sul, onde dois motoristas foram mortos nas duas últimas semanas, além de três motoristas baleados.

Em comunicado, a Uber afirma que usa o machine learning “para bloquear viagens de risco!, e lançou ferramentas específicas para os motoristas, como um botão de pânico para acionar a polícia. A forma de pagamento também é exibida para o condutor antes do usuário embarcar, e a empresa pede dados como CPF e data de nascimento para quem só paga em dinheiro.

Já o 99 afirma que montou uma equipe dedicada e composta por mais de 70 pessoas (incluindo ex-militares, engenheiros de dados e psicólogos) para tentar combater o problema da violência, e esse time conseguiu reduzir em 82% os incidentes dentro da plataforma em 2018.

O 99 também usa de inteligência artificial que veta as áreas de risco para motoristas, exige CPF e cartão de crédito antes da primeira corrida, e já habilitou a opção para os motoristas em não aceitar o pagamento em dinheiro.

 

Via UOL TecnologiaCorreio do Povo


Compartilhe