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Moto E7 Plus por R$ 1.499… não faz sentido, Motorola!

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A Motorola apresentou oficialmente o Moto E7 Plus no Brasil por R$ 1.499, um valor que considero alto (até demais) para um dispositivo de entrada. Ainda mais quando olhamos para o igualmente novo Moto G9 Play, que é tecnicamente (bem) superior e custa R$ 1.599.

Será que a Motorola está pedindo desesperadamente para o Moto E7 Plus não vender no Brasil? Não sei. Mas antes de você me acusar de ser o rei das teorias conspiratórias, quero nesse post explicar alguns dos meus pontos que justificam o meu ponto de vista um tanto quanto radical.

 

 

 

Que estratégia é essa, Motorola?

 

 

Vou confessar que eu tenho um certo problema com a série Moto E. Pode ser preconceito meu? É claro que pode. Só que não: eu sempre defendi que a tecnologia deveria ser acessível para todos, mas isso não significa que as pessoas que não podem pagar muito dinheiro por tecnologia sejam condenados a utilizar produtos que são tão limitados que são, na prática, inutilizáveis.

Eu testei alguns modelos do Moto E em um passado não muito distante, e até cheguei a recomendar o modelo para algumas pessoas com perfis de uso mais simples ou menos exigentes. E, tempos depois, eu tive que pedir desculpas para essas pessoas.

É claro que o Moto E7 Plus melhorou em vários aspectos, o que pode resultar em uma experiência de uso mais satisfatória para usuários que merecem um telefone que funcione bem na maior parte do tempo. Agora… um telefone de entrada custar R$ 1.499 não só é um sinal que a crise econômica global pegou pesado no setor de telefonia móvel brasileiro, como também que a Motorola meio que “perdeu a noção das coisas”, pois no antigo normal um telefone como esse não custaria mais que R$ 999.

O Moto E7 Plus é próximo do Moto G9 Play nas suas especificações, e isso atrapalha no seu preço. Ele conta com o processador Snapdragon 460 (chip de entrada, é sempre bom enfatizar isso), trabalhando com 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento. Sua bateria saltou para 5.000 mAh, o que é sempre ótimo para quem quer ficar mais tempo longe da tomada.

 

 

Até a câmera traseira melhorou muito, com um sensor principal de 48 MP (com tecnologia Quad Pixel e entregando na prática uma foto de 12 MP com maior definição), acompanhado de um sensor de profundidade de 2 MP. Ou seja, pelo menos na teoria, as fotos tendem a ser melhores no modelo de entrada. Mas só os testes práticos podem confirmar isso.

Ah, sim… claro… o Moto E7 Plus conta com entrada microUSB e pede o carregador com recarga rápida TurboPower, o que é péssimo pois estamos em 2020 e ainda temos que lidar com tecnologias totalmente ultrapassadas.

Olha… você tem que ser muito fã da linha Moto E para comprar o Moto E7 Plus por R$ 1.499. Nem precisava dizer isso a essa altura do texto, mas se é para pagar esse valor por um smartphone acessível, coloque a mão no bolso, invista mais R$ 100 e pega logo o Moto G9 Play.

Muito provavelmente é isso o que a Motorola quer com essa estratégia de preços no mínimo estranha.

 

 

 

Motorola Moto E7 Plus: ficha técnica

 

Tela: IPS LCD de 6,5 polegadas com resolução HD+ (1600×720 pixels)
Processador: Qualcomm Snapdragon 460 octa-core de até 1,8 GHz e GPU Adreno 610
RAM: 4 GB
Armazenamento: 64 GB (com entrada para microSD de até 256 GB)
Câmera frontal: 8 megapixels (f/2,2)
Câmera traseira tripla:
Principal: 48 megapixels (f/1,7)
Profundidade: 2 megapixels (f/2,4)
Gravação em Full HD até 60 fps
Bateria: 5.000 mAh com carregamento de 10 watts
Conectividade: 4G, Bluetooth 5.0, Wi-Fi 802.11a/b/g/n, GPS, Glonass, Galileo, entrada de 3,5 mm para fone de ouvido e rádio FM
Extras: leitor de impressões digitais na traseira
Dimensões: 165,2×75,7×9,2 mm
Peso: 200 gramas

 

 

Via Tecnoblog


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