Os millennials encontraram no compartilhamento de senhas dos serviços de streaming a sua versão da “pirataria”.

O compartilhamento é algo que sempre fez parte da internet. Desde os primórdios da rede enviamos conteúdos dos mais diversos. Quem aí não se lembra do Emule, KaZaa, Napster ou Megaupload (sem falar nas newsgroups e outras ferramentas)?

Ou seja, o tempo passa, e o compartilhamento na internet segue aí, firme e forte. E só ficou cada vez mais fácil com smartphones, tablets e computadores mais portáteis e funcionais.

Agora, um estudo mostra que o compartilhamento de senhas para serviços de streaming é muito maior entre os millennials (35%) do que entre os membros da Geração X (19%) e dos Baby Boomers (13%).

Isso pode estar relacionado com o desprendimento dos millennials com a sua identidade digital, onde eles trocam de e-mails e usernames de forma constante, não considerando que isso seja algo importante.

Por outro lado, pode ser apenas um efeito da desvalorização do serviço que está em casa (pago pelos pais), e que não é algo tão grave assim compartilhar a senha do serviço com alguns amigos.

Não sou eu que vou aqui dizer o que é certo ou errado, ou o que você deve ou não fazer com as senhas dos serviços que você assina. Só é importante lembrar que, em tempos onde a privacidade (e a violação da mesma) é a pauta do dia, podemos concluir que, em um futuro próximo, o próprio usuário vai ignorar tal pauta, facilitando o acesso aos seus dados mais sensíveis.

 

Via CNBC