Uma minuciosa investigação da TechCrunch revela que o Microsoft Bing está facilitando o acesso a imagens ilegais de crianças, com termos relacionados com pornografia infantil com livre acesso no mecanismo de busca.

Na investigação, termos como ‘porn kids’, ‘porn CP’ ou ‘nude family kids’ emergiram entre as imagens de exploração infantil ilegal. Na pior das hipóteses, aquelas pessoas que não estavam buscando esse tipo de imagens podem ter acesso a elas sem nenhum tipo de problema ao navegar pelo Bing.

Mesmo assim, quando os pesquisadores responsáveis pela investigação buscaram por ‘Omegle Kids’, referindo-se a um aplicativo de videochat popular entre os adolescentes norte-americanos, as sugestões de auto-completar do Bing incluíram ‘Omegle Kids Girls 13’, mostrando assim uma extensa lista de imagens ilegais de menores.

Alem de tudo isso, é preciso adicionar que, quando clicamos em uma dessas imagens, o Bing mostrava mais imagens ilegais de abuso infantil, com a sua função Imagens Similares. Outra busca com o termo ‘Omegle for 12 years old’ levou o Bing a sugerir a busca por ‘Kids on Omegle Showing’, o que conduziu a mais conteúdos ilegais.

 

 

A investigação deixa evidente que a segurança do buscador é falha e o fracasso da Microsoft em vigiar adequadamente o seu motor de busca. Em buscas similares no Google, não foram produzidas tantas imagens ilegais ou tão preocupantes. Levando em conta que a Microsoft conseguiu mais de 8.5 bilhões de euros de lucros no último trimestre, nada explica que a empresa não destine uma parte desses recursos na luta contra esse tipo de ações.

Após a publicação da investigação do TechCrunch, Jordi Ribas, vice-presidente do Bing e de produtos de inteligência artificial, garantiu em comunicado que os resultados são inaceitáveis, e que a empresa vai colocar todos os seus esforços para eliminar todo esse conteúdo de forma imediata.

Já a Microsoft iniciou a algum tempo a implementação de novas ferramentas para que os usuários informem se aceitam ver conteúdos inapropriados enquanto estão utilizando o Bing.

 

Via TechCrunch