A Microsoft apresentou a plataforma Azure Sphere, para os dispositivos pertencentes ao grupo da Internet das Coisas. O mais midiático desse lançamento é o Azure Stack OS, um sistema operacional personalizado baseado em Linux, o primeiro que a gigante de Redmond distribui em seus 43 anos de história.

O inferno congelou, o amor pelo Linux e pelo Open Source em geral é uma realidade, e Satya Nadella foi quem conseguiu tudo isso. O an[uncio do Azure Stack OS foi feito por Brad Smith, na RSA Conference 2018, que acontece em San Francisco (EUA).

Nada mal para uma empresa que um dia qualificou o Linux como um “câncer”, depois de considerá-lo a maior ameaça para o Windows. Por outro lado, todos esperavam que a primeira distribuição Linux da Microsoft fosse uma versão do Android personalizada com os seus principais apps e serviços.

Não só é a primeira distribuição Linux da Microsoft, como também é a pedra angular de uma oferta de produtos. A empresa não explica por que não usou o Windows 10 para a IoT, mas vale lembrar que o Linux é muito mais flexível e potente para esse tipo de plataforma.

 

 

Além do sistema operacional novo, a nova plataforma de IoT possui outros dois pilares importantes. O primeiro está nos microcontroladores certificados Azure Sphere, personalizados e desenvolvidos diretamente pela Microsoft.

O circuito integrado programável sob arquitetura ARM conectado à internet, combinando processadores de aplicações em tempo real com conectividade e tecnologia de segurança por hardware é o segundo elemento. A Microsoft tem vários parceiros fabricando esses chips, que podem alcançar preços abaixo dos US$ 10.

O terceiro item é o serviço de segurança baseado no Cloud da Microsoft, protegendo todos os dispositivos sob esta plataforma, oferecendo comunicação segura em todas as pontas com autenticação via certificados, detecção de ameaças de segurança emergentes em todo o sistema via relatórios de falhas e renovação de segurança através de atualizações de software.

A primeira leva de dispositivos Azure Sphere deve chegar ao mercado no final de 2018.

E sim… estamos em outra era. O ‘Wintel’ é coisa do passado.

 

Via Microsoft