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Meu celular não atualiza mais: e agora?

O mundo ideal pede que você troque de smartphone a cada dois ou três anos, mas isso é impossível para muitas pessoas. Tem uma galera que está usando dispositivos que ultrapassaram (de longe) o suporte para atualizações oferecido pelos fabricantes, especialmente em modelos Android mais antigos que recebiam apenas dois anos de suporte.

Atualmente, o cenário está melhorando (e muito), com o iOS oferecendo sete anos de atualizações e modelos Android topo de linha, como o Google Pixel, prometendo períodos similares de suporte, embora muitos aparelhos mais antigos ainda circulem sem receber novas versões do sistema operacional.

Para atender ao grande público que mantém o seu smartphone em funcionamento até que ele pare de funcionar de forma definitiva, vou compartilhar algumas dicas que podem ser úteis para que você saiba o que dá para fazer com o seu dispositivo neste estado.

 

O que acontece com o smartphone sem as atualizações?

Sem atualizações de sistema, o dispositivo fica sem novos recursos, aplicativos e ferramentas de design e funcionalidades, mas o aparelho continuará funcionando normalmente com todos os softwares nativos essenciais, como loja de aplicativos e plataformas de pagamento.

A principal consequência é ficar com um dispositivo obsoleto em comparação aos modelos mais recentes, sem poder experimentar as novidades presentes nas versões mais atuais dos sistemas operacionais.

Aplicativos de terceiros podem seguir funcionando por algum tempo no dispositivo, mas a tendência é que gradativamente os apps percam a compatibilidade com versões antigas do sistema operacional.

 

Diferenças entre atualizações de sistema e segurança

As atualizações de sistema diferem das atualizações de segurança, tanto nos objetivos quanto no seu uso prático.

As atualizações de sistema entregam novos recursos e funções para o sistema operacional como um todo. Já as atualizações de segurança corrigem brechas do sistema e reforçam as defesas do dispositivo contra ameaças.

Os fabricantes Android geralmente oferecem patches de segurança por um ou dois anos adicionais após o fim das atualizações de sistema, enquanto a Apple costuma lançar correções de segurança críticas até mesmo para dispositivos muito antigos.

Ficar sem atualizações de segurança representa um risco crescente ao longo do tempo, pois essas correções protegem contra vulnerabilidades críticas que afetam o sistema operacional, APIs e hardware, tornando o dispositivo progressivamente mais exposto a possíveis ataques e explorações de brechas de segurança.

 

O que ainda funciona em um smartphone desatualizado?

Aplicativos populares como o WhatsApp ainda funcionam em versões relativamente antigas dos sistemas operacionais (iOS 15 e Android 5.0), mas eventualmente as equipes de desenvolvimento deixam de dar suporte a versões muito antigas, iniciando uma contagem regressiva até que o usuário não consiga mais instalar ou utilizar determinadas aplicações.

Em regra, os desenvolvedores e grandes empresas de software vão abandonando as versões antigas do sistema para liberar recursos para trabalhar nas novas versões, que podem entregar um desempenho melhor e maior compatibilidade com o leque atual de dispositivos.

A desatualização também pode gerar problemas de sincronização com serviços em nuvem, particularmente nos iPhones, e deixa o dispositivo sem as últimas implementações de proteção em matéria de segurança dos respectivos sistemas operacionais.

 

Quando faz sentido usar um smartphone desatualizado?

Para quem está sem atualizações de sistema, continuar usando o celular pode fazer sentido temporariamente desde que se mantenham boas práticas de segurança, como evitar instalar aplicativos de fontes desconhecidas, mas é essencial ter em mente a necessidade de renovar o aparelho em breve.

Quando um dispositivo deixa completamente de receber atualizações de segurança, não há dúvida de que chegou o momento de trocar o celular, sendo recomendável investir em modelos que ofereçam períodos mais longos de suporte para evitar passar pela mesma situação novamente no curto prazo.