Press "Enter" to skip to content

Meta promete US$ 600 bi até 2028: será mesmo?

Compartilhe

Mark Zuckerberg anunciou que a Meta investirá pelo menos US$ 600 bilhões nos Estados Unidos até 2028, seguindo reunião com o presidente Trump. A declaração gerou burburinho na mídia e preocupação entre investidores sobre o impacto no fluxo de caixa da empresa.

Só existem duas opções aqui: ou Mark Zuckerberg “se esqueceu” de usar uma boa calculadora (ou procurar um consultor financeiro sério) antes de apresentar seus números, ou simplesmente jogou essa mesma calculadora fora. E para sempre.

As contas que o menino Zuck fez não fecham, e gente graúda do mercado financeiro está alertando como os números apresentados são, no mínimo, equivocados.

 

O que dizem os especialistas

A CFO Susan Li esclareceu que o valor mencionado por Zuckerberg representa os gastos totais nos EUA, incluindo construção de data centers, salários, despesas operacionais e gastos já incorridos em 2025.

Não se trata apenas de investimentos em capital (CapEx) como inicialmente interpretado pelo mercado. E é isso o que está chamando a atenção de todos.

Analistas questionam a matemática por trás dos números. A Meta gastaria cerca de US$ 80 bilhões nos EUA em 2025, o que implicaria US$ 520 bilhões entre 2026-2028. Com receita global projetada em US$ 780 bilhões para esse período, os cálculos não sustentam a margem operacional atual de 43% da empresa.

O consenso do MarketBeat aponta preço-alvo de US$ 882 para as ações da Meta, representando alta de aproximadamente 9%. Vários analistas de Wall Street veem potencial para US$ 900, indicando valorização de cerca de 20% para a gigante tecnológica.

Especialistas consideram a declaração mais estratégia de marketing do que orientação oficial. A Meta planeja gastar entre US$ 66-72 bilhões em CapEx durante 2025, tornando o salto para US$ 600 bilhões em três anos matematicamente questionável segundo as projeções atuais.

 

Por enquanto, só beneficiou os acionistas

As ações da Meta registram um desempenho impressionante no negócio de publicidade habilitado por inteligência artificial. O título atual cotado a US$ 765,16 mantém perspectivas otimistas apesar das dúvidas sobre a viabilidade do investimento anunciado.

Ao mesmo tempo, a empresa enfrenta pressão para justificar gastos elevados em IA enquanto mantém crescimento sustentável dos lucros, pois todo mundo está tentando até agora entender como esses cálculos podem estar corretos.

Estimativas sugerem uma desaceleração no crescimento dos ganhos, contrastando com a necessidade de acelerar receitas para sustentar investimentos propostos. Ou seja, a Meta pode até ganhar dinheiro, mas em um ritmo mais lento do que o normal.

Wall Street mantém classificação de compra moderada para a Meta, baseada em 47 análises de analistas. O intervalo de preço varia entre US$ 600 (mínimo) e US$ 980 (máximo), ilustrando ainda mais as divergências sobre o futuro da companhia.

Os investidores devem interpretar a declaração como uma manchete chamativa, muito mais do que uma orientação concreta sobre movimentação financeira. As perspectivas permanecem positivas considerando o desempenho sólido do core business publicitário da Meta Platforms.

 

Via CNBC, Yahoo! Finance, MarkBeat


Compartilhe