Compartilhe

A música está em alta de novo. As receitas globais da indústria registraram um crescimento surpreendente, e se explica (em partes) pela popularização dos serviços de streaming. Ainda que as vendas em formato físico continuem em queda, os números indicam um futuro promissor para o setor.

A música vendida ao redor do mundo em 2018 gerou uma receita de US$ 19.1 bilhões, a marca mais alta desde 2006. Naquele ano, os downloads de música estavam no auge, mas as vendas de CDs representavam 80% das receitas.

Muito mudou desde então. Serviços como Spotify, Apple Music ou Amazon Music cresceram 34% em um ano, e já representam US$ 8.9 bilhões do faturamento total, ou 47% de todas as receitas. As vendas em formato físico (CDs, vinil, cassete) caíram em 10%, ficando com US$ 4.7 bilhões dos ganhos. Os números são da Federação Internacional da Indústria Fonográfica.

 

 

Modelos como as receitas de publicidade pelas reproduções no YouTube já somam 10% do total de uma indústria que busca diversificar as suas fontes de dinheiro, onde o suporte físico é cada vez menos relevante. Isso está marcando o caminho do que veremos no futuro com os videogames, e muito antes do que o imaginado.

Muito além do dinheiro, um negócio como o da música voltar a ser sustentável é uma boa notícia para todos, que teremos mais opções de artistas no mercado, mais plataformas para escolher e preços mais competitivos de serviços que entregam as nossas músicas favoritas.

 

Via The Guardian


Compartilhe