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Marcas lendárias que deram adeus ao mercado de notebooks

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O mundo da tecnologia de 2020 é bem diferente daquele que existia em 1995, por exemplo (estou colocando 25 anos em perspectiva para melhor ilustrar as diferenças), e o mercado de PCs foi um dos segmentos que mais registrou alterações ao longo desse tempo.

A impressão é que não é bem assim, e não apenas porque a única constante dos últimos 25 anos no mercado de computadores foi a dominância (quase) absoluta do Windows entre os sistemas operacionais. Ao longo desse tempo, a alternância entre os fabricantes foi enorme. Nós é que não notamos isso porque ficamos distraídos com o Bill Gates falando com a gente.

O ano de 2020 marcou uma virada histórica no mercado de computadores pessoais. Tudo o que aconteceu (e vocês sabem bem o que aconteceu esse ano) fez com que as vendas de notebooks registrassem um aumento histórico em vários mercados globais.

É claro que (quase) ninguém iria prever uma crise sanitária global (Bill Gates e Barack Obama tentaram avisar, mas ninguém ouviu) que mudaria as regras do jogo de forma tão sensível. Por outro lado, também é fato que algumas marcas não souberam se adaptar ao momento de mudança marcado pela era dos smartphones.

Bem sabemos que a “era pós-PC” não marcou a morte dos computadores, mas sim a mudança do perfil de consumo. Muita gente ainda usa desktops ou notebook, mas são integrantes de grupos específicos de mercado. Infelizmente, alguns fabricantes só entendiam que o mundo perfeito era aquele onde todo mundo usava um PC em casa.

E esse mundo não existe mais. Ou melhor, não existia até 2020, ano da ressurreição dos notebooks nas casas das pessoas.

Nesse post, vamos falar desses fabricantes de PCs que perderam o bonde da história.

 

 

 

Toshiba

 

 

A última que jogou a toalha.

Seu segmento de notebooks foi absorvido pela Sharp que, em parceria com a Foxconn, criou a marca de notebooks Dyanbook, que até está lançando alguns modelos bem interessantes.

A Toshiba é importante para o mercado de informática porque foi a empresa que desenvolveu e comercializou o primeiro computador portátil no formato notebook tal e como conhecemos do mundo, em 1985. Sem esse lançamento, muito provavelmente você estaria usando um desktop qualquer na sua casa ou escritório para ler esse post.

Ou está lendo o artigo em um smartphone, mostrando que o fim da Toshiba nesse segmento não afetou em nada na sua vida.

Agora, a Toshiba vai centrar esforços nos mercados de semicondutores, armazenamento, infraestrutura e soluções digitais.

 

 

 

Sony

 

 

Decidiu abandonar o mercado de PCs em 2014, vendendo a sua divisão de notebooks VAIO para um grupo de investimentos, o Japan Industrial Partners que, por sua vez, decidiu seguir lançando computadores portáteis com essa marca.

O Brasil recebe os computadores VAIO e, apesar do design atraente, não me senti tentado a investir o meu dinheiro em um dos seus notebooks. Quem sabe se os representantes da VAIO no Brasil decidirem mandar uma unidade de seus produtos para testes eu posso vir a mudar de opinião #FicaDicaVaio.

A Toshiba bem que tentou ocupar o espaço que a Sony iria deixar no mercado de notebooks, mas bem sabemos o que aconteceu. Aliás, em um futuro não muito distante, alguma empresa vai ter que ocupar o espaço que a mesma Sony vai deixar no Brasil, uma vez que a empresa está abandonando aos poucos o nosso mercado.

Lá fora, a Sony ainda centra esforços nos mercados de TVs, equipamentos de som e câmeras, além de trabalhar no desenvolvimento de componentes para outros fabricantes, principalmente nos sensores de câmeras. Mas o grande negócio da empresa nesse momento é, sem sombra de dúvida, a divisão PlayStation.

 

 

 

IBM

 

 

Abandonou o mercado de notebooks e PCs em 2004, vendendo as suas operações para a Lenovo por apenas US$ 1.75 bilhão. Assim, desapareceu uma das fabricantes mais tradicionais no segmento, sendo esta a empresa que praticamente criou a história dos computadores tal e como conhecemos, e é uma das responsáveis pela criação da era Personal Computer.

Já a Lenovo soube transformar o limão em uma limonada suíça bem gelada em um dia de verão de 40 graus. Se transformou em um dos principais fabricantes do segmento, ficando sempre nas primeiras posições nas vendas globais.

 

 

 

Hoje existe um trio dominante

 

 

Nada é certo nesse mundo, mas o momento presente da informática deixa coisas muito claras.

Se por um lado o mercado de PCs está centrado em HP, Lenovo e Dell, que marcam o ritmo de mercado, o notebook é hoje o produto mais vendido dentro do segmento informático. Usuários domésticos e empresas redescobriram os benefícios desse formato informático, que só melhoraram nos últimos cinco anos.

Praticamente todos os nichos de mercado recebem produtos que entregam uma excelente relação custo-benefício, dos Chromebooks até os notebooks gaming, sem esquecer dos portáteis pensados na produtividade e nas tarefas criativas (design, edição de áudio e vídeo, edição de fotos, etc).

A crise sanitária global de 2020 assentou de vez a volta dos notebooks como uma ferramenta de trabalho para muitos usuários que abandonaram o equipamento no fundo do armário. Porém, os lançamentos recentes mostram que ele jamais morreu, mas sim se reinventou.

Vida longa aos notebooks, mesmo sem alguns dos seus lendários protagonistas.


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