Você se lembra do Beeper? Ou pager, ou bip, dependendo da região do Brasil em que você mora? Se você é muito novo, corre o risco de não se lembrar, mas os geeks mais ‘old school’ (meu caso) vão se lembrar, e até com um sentimento de saudosismo.

Eu tive um pager e usei ele com muito orgulho. Confesso que fiquei fascinado com o conceito em 1998, em uma das minhas viagens para São Paulo (SP). Lá, eu conheci o produto, as empresas que trabalhavam com ele, e dois anos depois eu estava usando o dispositivo, me sentindo um cara altamente conectado.

Mal imaginava na revolução que viria depois…

O mais surpreendente desse post é saber que no Japão os Beepers ou pagers seguem ativos. O primeiro protótipo desse produto foi criado em 1960, e o seu lançamento comercial só aconteceu 10 anos depois. Nas décadas de 80 e 90, ele virou um acessório indispensável para o homem moderno. Mas aí veio (nessa ordem) os celulares, a internet e os smartphones, colocando o pager em extinção.

Há pelo menos 20 anos que os beepers deixaram de ser produzidos, mas a empresa japonesa Tokyo Telemessage ainda manteve a sua rede funcional. E o motivo é o mais óbvio do mundo: eles ainda contavam com 1.500 clientes que decidiram não mudar para outros formatos, e seguiam pagando a sua assinatura mensal para receber mensagens nos seus pagers.

Porém, a empresa decidiu voltar ao mundo dos normais, anunciando que vai desativar a infraestrutura que mantém esses gadgets funcionando a partir de setembro de 2019. Ou seja, quem está preso ao passado e se negavam a aderir ao smartphe terão que buscar outra alternativa. Ou os profissionais de saúde, onde os dispositivos eram populares por não emitir ondas eletromagnéticas.

Porém, o futuro chegou e, com ele, temos o anúncio que confirma a morte em definitivo do beeper no Japão. E (penso eu) no mundo todo, pois não tenho a informação se outros países estão utilizando essa ferramenta.

 

Via Japan Times