Linus Torvalds é um homem que tem algo a dizer. E normalmente tem opiniões fortes. Dito isso, ele deu uma entrevista para Robert Young do Linux Jornal, onde opinou sobre o que ele modificaria no mundo tecnológico atual, e em como ele modificou o seu comportamento com o passar do tempo. E uma das mais fortes afirmações foi considerar as redes sociais uma enfermidade.

“Eu absolutamente detesto as redes sociais – Twitter, Facebook e Instagram. São uma enfermidade. Parecem fomentar o mau comportamento.”

Para Torvalds, a internet elimina todos os sinais sociais que geralmente fazem parte das comunicações, já que ninguém consegue ouvir ninguém, passando com facilidade do humor para o sarcasmo. Isso, combinado com o anonimato, resulta na criação de discussões que não aconteceriam em um contato frente a frente.

“O formato de ‘likes’ e ‘compartilhamentos’ é simplesmente um lixo. Não há esforço nem controle de qualidade. De fato, tudo está orientado para o contrário do controle de qualidade, com objetivos do mínimo comum denominador e click-bait, e coisas desenvolvidas para gerar uma resposta emocional diante de uma indignação moral.

Algumas pessoas confundem privacidade e anonimato, e pensam que podem fazer o que quiser, e que proteger a privacidade significa que é preciso proteger o anonimato. Eu acredito que isso é errado. O anonimato é importante se você é um denunciante, mas se você não pode comprovar a sua identidade, suas loucuras em uma plataforma de redes sociais não deveriam ser visíveis, e essas pessoas não deveriam ter poder de interação.”

 

 

Um novo líder (um pouco mais calmo)

 

 

Nesse momento, Linus Torvalds não usa nenhuma rede social, mas esteve por um breve tempo no Google+ (descanse em paz…), e suas críticas atuais são até irônicas, considerando que ele mesmo foi acusado de ter um comportamento lamentável com outros desenvolvedores, o que inclusive o levou a ficar um tempo longe do desenvolvimento do kernel do Linux.

O pai do Linux também falou sobre o seu comportamento atual depois do tempo de recesso, e afirma que agora está mais tranquilo, mais consciente de si mesmo e menos enérgico, mas não necessariamente mais diplomático.

Desse modo, ele promete atenuar a sua linguagem e colaborar para fomentar uma forma de comunicação mais saudável e profissional entre os desenvolvedores do kernel que estão de acordo com o novo código de conduta.

 

Via Linux Journal, Business Insider