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LG G6

 

Ontem (25), eu estive em São Paulo (SP) para o evento de lançamento do LG G6, novo smartphone top de linha dos coreanos. O modelo tem como principal missão corrigir os erros do LG G5 (algo admitido pelos próprios representantes da LG no evento), além de se apresentar como alternativa real entre os dispositivos top de linha do mercado brasileiro, batendo de frente com o recém lançados Samsung Galaxy S8 e Galaxy S8+.

Vou relatar nesse post as minhas primeiras impressões do produto após o primeiro contato, além de fazer algumas considerações e observações sobre a relação custo-benefício do dispositivo no mercado brasileiro.

 

 

A LG deu ênfase para pontos específicos durante a apresentação. Talvez o principal diferencial do LG G6 esteja mesmo na tecnologia de sua tela.

Com 5.7 polegadas (QuadHD) encapsuladas em um dispositivo com corpo de 5.2 polegadas, a tela do LG G6 é a primeira a contar com FullVision. Isso promete uma experiência mais completa no consumo de conteúdo multimídia, além de uma melhor visualização dos elementos do sistema operacional, aplicativos e jogos.

 

 

A LG destaca que uma das coisas que os usuários mais fazem em um smartphone é assistir vídeos, e oferecer esse diferencial para os consumidores é algo considerado muito importante para a marca.

 

 

Mas não é só isso. A qualidade final da tela do LG G6 é realmente espetacular, não apenas pela altíssima definição, mas também pelo colorido agradável. Vale lembrar que a LG é tão competente na hora de desenvolver telas para os seus dispositivos, que acaba oferecendo suas telas para outros fabricantes. Inclusive para dispositivos de peso, como é o caso do iPhone.

 

 

Outro ponto de ênfase que a LG deu durante a apresentação foi para o conjunto de câmeras.

Agora, temos dois sensores traseiros de 13 MP, que herdam o mesmo sistema de funcionamento do LG G5 (um sensor colorido, outro preto e branco). Eu vejo a LG melhorando constantemente no quesito câmeras desde o LG G4, pelo menos (me lembro que o LG G2 contava com um ótimo sensor traseiro na época, e o LG G3 foi um dos primeiros a implementarem o sistema de foco por laser). Logo, podemos esperar resultados promissores no LG G6 nesse aspecto.

 

 

Estamos diante de um smartphone que acertou no seu design.

O LG G6 tem linhas sóbrias, mas é um smartphone bonito e vistoso. As dimensões reduzidas (tela de 5.7 polegadas em um corpo de 5.2 polegadas) tornam o seu agarre algo agradável, e sua usabilidade mais agradável ainda, mesmo ele sendo um dispositivo um pouco mais alto que os demais.

Com vários elementos em metal e alguns em plástico, o modelo ainda consegue ser resistente, por conta de sua proteção IP68. A LG deixou um tanque de água no local do evento com algumas unidades do dispositivo molhando, apenas para que você tenha a certeza que pode usar o WhatsApp durante o banho normalmente.

 

 

O seu conjunto de hardware (processador Qualcomm Snapdragon 821, com 4 GB de RAM e 32 GB de armazenamento – expansíveis via microSD de até 2 TB) é mais que suficientes para garantir um ótimo funcionamento com o sistema operacional Android 7.0 Nougat (com interface LG UX 6.0).

Apesar de contar com uma bateria relativamente menor do que a versão internacional, o LG G6 não deve deixar você na mão… ou melhor, não deve deixar você sem bateria no final do dia. Ainda mais com o Quick Charge 3.0 presente no dispositivo, o que deve garantir a usabilidade pelo tempo que você precisa, mesmo que você faça uma recarga rápida de bateria no final do dia.

Durante a degustação, é possível comprovar que temos aqui um smartphone leve no peso, compacto nas dimensões e potente no desempenho. Entendo que muitos usuários ficariam satisfeitos com o resultado final ofertado pelo dispositivo. Bom, pelo menos as suas primeiras impressões são excelentes.

Em resumo: tecnicamente, o LG G6 é um dos melhores smartphones de 2017. Sem exageros ou muitas dúvidas.

Porém…

 

O LG G6 vale mesmo R$ 3.999?

 

 

O preço do LG G6 foi um tema tão polêmico, que ele não foi revelado nem mesmo na apresentação oficial. O preço foi sendo ventilado aos poucos entre os jornalistas.

A explicação da LG para oferecer o seu novo top de linha com o mesmo preço do Samsung Galaxy S8 (e no mesmo patamar de preço do iPhone 7) foi “posicionamento de mercado”. Algo compreensível, levando em conta a proposta geral e o público-alvo que a marca quer alcançar.

Por outro lado, pouco se explica essa decisão quando olhamos justamente para o argumento “posicionamento de mercado”.

Mesmo chegando ao mercado antes do Galaxy S8 (o seu principal concorrente de preço), o LG G6 tem características técnicas que o colocam um degrau abaixo do modelo top de linha da Samsung.

Para começar, o Galaxy S8 tem valor agregado na tela, não apenas por contar com 0,1 polegada a mais (isso é irrelevante em efeitos práticos), mas principalmente pelo fator inovação, já que possui uma tela curva que, apesar de não oferecer maiores funcionalidades, cria um efeito estético mais atraente do que uma tela flat.

Pode não fazer diferença alguma para você que está lendo esse post, mas saiba você que o Galaxy S7 Edge vendeu MAIS que o Galaxy S7. E isso explica muita coisa.

Além disso, o conjunto de hardware do Galaxy S8 entrega mais pelo mesmo valor. O processador Qualcomm Snapdragon 835 é  mais completo de sua família nesse momento, trabalhando com os mesmos 4 GB de RAM, mas com o dobro de armazenamento.

Sem falar nas inovações que a Samsung implantou no Galaxy S8 (Bixby, leitor de iris, etc) que agregam ainda mais valor ao modelo.

Logo, o LG G6 a R$ 3.999, por puro posicionamento de mercado, simplesmente não se paga.

Na minha opinião, ele poderia marcar presença se viesse custando pelo menos R$ 500 a menos que o Galaxy S8. Há  quem diga que poderia ser até um pouco mais, já que alguns compradores do novo top de linha da Samsung receberam itens gratuitos que agregaram ainda mais valor ao modelo, como por exemplo a nova versão do óculos Gear VR (só aí são R$ 650 que o consumidor está ganhando).

Para que o LG G6 não sofra do mesmo mal que o LG G5 sofreu, a LG precisa repensar correndo o quesito preço.

Já corrigiram o erro do ano passado, trazendo ao Brasil a versão mais completa do processador. Porém, entregam um modelo tecnicamente inferior ao seu principal rival, cobrando o mesmo preço.

A conta não fecha!

Ou repensam essa estratégia, ou daqui a seis meses esse modelo ficará abaixo dos R$ 3.000, sem muito medo de errar.

 

Eduardo Moreira viajou para São Paulo (SP) a convite da LG do Brasil. 


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