Depois de sete anos na embaixada equatoriana em Londres, Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, foi preso pela polícia britânica. Ele estava na sede diplomática de Knigthsbridge desde agosto de 2012, quando pediu asilo político.

O presidente do Equador, Lenín Moreno, confirmou no Twitter a retirada do asilo diplomático a Assange, explicando que solicitou garantias ao Reino Unido que “ele não seria entregue em extradição a um país onde ele poderia sofrer torturas ou pena de morte”. Já o governo britânico confirmou por escrito “o cumprimento de suas próprias normas”, esclareceu o presidente equatoriano.

A perseguição a Julian Assange começou em 2012, quando ele foi acusado de dois delitos sexuais cometidos na Suécia. Dois meses depois de se refugiar na embaixada do Equador (junho de 2012), o então presidente equatoriano Rafael Correa concedeu a ele asilo político e, depois, a nacionalidade equatoriana para garantir a sua proteção.

O maior temor de Assange é ser extraditado em última instância para os Estados Unidos, onde teria que prestar contas para a justiça local sobre os vazamentos do WikiLeaks sobre as guerras do Oriente Médio e os polêmicos e-mails da Secretária de Estado, na época, Sarah Palin.

 

 

Após a saída de Correa do poder equatoriano em 2017, as relações entre Assange e o Equador foram se deteriorando, até o ponto em que estamos hoje. “O Equador decidiu soberanamente retirar o asilo diplomático a Julian Assange por violar reiteradamente convenções internacionais e protocolos de convivência”, escreveu o atual presidente do país no Twitter. “Conceder o asilo ou retirá-lo é faculdade soberana do estado equatoriano”, completou.

A decisão é algo no mínimo surpreendente. Não faz seis dias que o ministro das relações exteriores do Equador se apressou a desmentir que Assange foi expulso da delegação diplomática, afirmando que as informações sobre a decisão do governo eram apenas rumores.

Mais informações sobre o assunto devem aparecer nas próximas horas. Manteremos vocês informados.

 

Via The Guardian, The Washington Post