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O gaming mobile trouxe uma verdadeira (e gigantesca) revolução no mercado dos videogames. Os jogos no estilo Free to Play ou Freemium são jogos gratuitos para jogar, com itens pagos dentro do jogo para o progresso do jogador. Quem joga Candy Crush ou Clash Royale sabe do potencial financeiro desses jogos.

O sucesso do Fortnite foi construído assim: ele é de graça à primeira vista, mas conta com a ‘armadilha’ de precisar gastar dinheiro para ter acesso a vantagens no jogo, onde o gamer é bombardeado (ou melhor, incentivado) a gastar nas micro-transações dentro do jogo.

As demais indústrias do entretenimento não conseguem sequer chegar perto dos números dos games mobile. Mesmo as plataformas tradicionais de jogos acabam ficando para trás.

Hoje, o mercado mobile excede em todos os aspectos que as demais plataformas, onde a população asiática é a mais adepta aos jogos Free to Play, representando uma fatia esmagadora de receitas. Só Fortnite arrecadou US$ 2.4 bilhões. O jogo está presente em todas as plataformas, o que aumenta o seu potencial lucrativo.

A exceção da regra é justamente o principal concorrente de Fortnite, o Player Unknown’s Battlegrounds, um dos primeiros jogos do mercado no estilo battle royale. O jogo é pago, mas também oferece micro-transações, e ainda assim obtém receitas saudáveis.

 

 

Em contrapartida, os jogos considerados “tradicionais” não geram receitas no mesmo nível. Até porque são modelos de negócios completamente diferentes. Jogos com Red Dead Redemption ou Assassin’s Creed geram receita apenas uma vez, quando o usuário compra o jogo. Já os jogos Free to Play são quase um cassino em forma de jogo mobile.

Por fim, vale a pena mencionar que plataformas como a Netflix já reconheceram a ameaça dos jogos Free to Play para o seu modelo de negócios. O Fortnite já resultou em milhões de visualizações no YouTube e no Twitch, principalmente, sendo que a maioria dos seus gamers são crianças e adolescentes. O que, convenhamos… não é algo surpreendente.


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