Já temos o primeiro processo de desmontagem dos recém anunciados Galaxy S10 e Galaxy S10+ da Samsung. Apesar das primeiras unidades dos produtos chegarem ao mercado apenas em 8 de março, a data de disponibilidade comercial não tem nada a ver com a data de envios de unidades para testes e análises, algo que pode acontecer antes.

Os dois vídeos mostram que os dois smartphones contam com a mesma estrutura interna e a mesma distribuição de componentes, de um modo geral. Algo perfeitamente compreensível, já que eles são idênticos no design, na qualidade de construção e contam com (quase) as mesmas especificações.

As diferenças entre ambos estão, basicamente, no tamanho da tela, na configuração da câmera frontal, as opções de RAM e armazenamento e a capacidade da bateria.

O processo de desmontagem confirma que a Samsung repetiu o seu design por capas. Temos uma borda metálica que atua como centro de gravidade de uma distribuição de componentes que está disponível em suas duas faces. Na parte frontal, temos a tela e os seus elementos básicos, como o leitor de digitais que é muito pequeno.

Na parte traseira, encontramos a placa lógica com o SoC, a RAM e o armazenamento NAND Flash, assim como as três câmeras, o sistema de dissipação baseado em câmera de vapor, a bateria (fortemente colada) e o sistema de recarga sem fio.

Muitos dos componentes modulares são relativamente fáceis de serem acessados, o que simplifica e reduz os custos de reparação. O mesmo acontece com a tela, que pode ser substituída com grande rapidez e facilidade. Algo positivo, já que a tela é um dos itens mais vulneráveis.

Uma curiosidade: o SoC vem com um sistema de dissipação dupla. Na parte inferior, temos a câmera de vapor com acabamento em cobre, e na parte superior, encontramos uma pasta térmica colada em uma almofada térmica, que vai unida a uma lâmina que atua como reforço para manter as temperaturas sob controle.

Ou seja, não basta instalar um SoC Snapdragon 855 ou um Exynos 9820 para obter um bom desempenho. É preciso refrigerá-los adequadamente. E nesse sentido, parece que a Samsung fez um trabalho excelente.