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Já dá para transferir todo o conteúdo da internet em apenas um segundo

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Pense na possibilidade de transferir todo o conteúdo da internet em apenas um segundo, através de um cabo de fibra ótica. E, ao mesmo tempo, tente não passar raiva com a sua internet fixa da Claro, que possui um upload vergonhoso.

Isso aconteceu na Dinamarca, através de um cabo de fibra ótica de 7.9 km e utilizando apenas um chip. A velocidade de transmissão não foi a mais rápida já registrada na história (1.84 petabits, contra os 10.66 petabits do recorde), mas o assunto aqui não é a velocidade de transmissão de dados.

O que estava em jogo era a escala de dados transmitidos, em um formato muito mais compacto do que o tradicional. Logo, ele ainda assim faz inveja para qualquer YouTuber que precisa enviar vídeos em 4K para o YouTube e passa raiva no processo porque a Claro tem uma taxa de upload que é simplesmente ridícula.

 

Afinal de contas… o que é um petabit?

Um petabit equivale a mil terabits que, por sua vez, equivalem a um milhão de gigabits, que é o mesmo que 1 bilhão de megabits. Tudo bem, você pode até se perder nos termos escritos aqui, mas ao menos entende quando digo que é uma quantidade absurda de dados que foi transferida ao mesmo tempo.

A taxa de 1.84 petabits de dados por segundo já é considerado um recorde para esse volume de dados. Com isso, é possível fazer o download de 230 milhões de fotografias em um único segundo. Desse modo, já dá para fazer o download de todo o conteúdo do xHamster rapidamente, o que fará a alegria de muitas pessoas que eu conheço (inclusive a minha).

As principais operadoras de internet no Brasil oferecem no máximo 1 Gbps (ou 1.000 Mbps) para os clientes residenciais e comerciais. Acima disso, apenas órgãos governamentais, centros de pesquisa ou empresas com necessidades muito específicas. E essas são conexões de altíssima velocidade.

Agora, imagine o que pode ser o download ou upload de 1.84 petabits por segundo.

Se você não consegue imaginar isso, é melhor começar a explicar como os dinamarqueses conseguiram transferir todo o conteúdo da internet em apenas um segundo.

 

Como transmitir 1.84 petabits de dados por segundo em um único chip?

O segredo para essa façanha se materializar está em um chip fotônico que incorpora componentes óticos aos chips dos computadores. Dessa forma, é possível dividir um fluxo de dados em milhares de canais separados para transmitir todas essas informações de uma única vez.

No caso específico dessa transmissão, o fluxo de dados foi dividido em 37 seções, uma para cada núcleo de cabo de fibra ótica. E cada seção foi dividida em 223 canais, eliminando dessa forma boa parte das interferências que normalmente desaceleram os sistemas óticos do nosso cotidiano.

Antes que você comece a jogar dinheiro na tela do seu computador para contratar essa conexão de internet, é importante deixar bem claro que nenhum computador do planeta (ou pelo menos aqueles que podemos comprar em suaves prestações nas Casas Bahia) pode receber ou administrar tanta informação ao mesmo tempo e em uma velocidade tão rápida.

Nos experimentos realizados pelos pesquisadores dinamarqueses, o equipamento de teste transmitiu apenas “dados fictícios” em todos os canais, verificando se tudo poderia ser enviado e recebido nos pontos de origem e destino de forma intacta, sem perda de dados pelo caminho.

Apenas para entregar mais um parâmetro para comparação e compreensão: o tráfego médio da internet global é de um petabit por segundo, e os testes realizados resultaram em uma transmissão de dados (mesmo que fictícios) que alcança O DOBRO desse valor.

Em termos, práticos: é uma quantidade absurda de dados que é transmitida em um cabo que tem menos de um milímetro quadrado. E isso torna essa conquista algo ainda mais impressionante.

 

O que será possível fazer com essa conectividade no futuro?

Se não dá para pagar uma fortuna nesse momento com essa conexão de internet, ao menos já podemos projetar o que fazer com ela em um futuro a médio prazo.

Essa tecnologia pode permitir a criação de chips de computadores que podem enviar e receber um volume de dados muito maior do que o hardware atual, ao mesmo tempo em que o processo é realizado com redução dos custos de energia e aumentando de forma considerável a largura de banda utilizada para a transmissão de dados.

Além disso, o efeito prático dessa tecnologia é o mais óbvio do mundo: melhorar as atuais configurações de hardware dos computadores, permitindo a criação de um chip ainda menor para suportar essa maior demanda de informações.

Se tudo isso acontecer, a internet como conhecemos passaria por mais uma revolução, com um desempenho que, neste momento, só a ficção científica pode nos mostrar, com acesso ao conteúdo de forma instantânea. Isso é, se o conteúdo não chegar antes mesmo do usuário pensar no que vai assistir na Netflix ou pesquisar no Google.


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