Compartilhe

A mente de Isaac Asimov produziu grandes obras de ficção científica e também entregou exercícios de futurologia. Sobre isso, em 1984, ele escreveu um texto para o diário The Star, onde apresentou como seria a sua visão do mundo para o então longínquo ano de 2019.

O texto aborda três temas: a guerra nuclear, a informatização e a exploração do espaço.

No primeiro ponto, Asimov afirmou que, caso os desastres nucleares se tornassem bem sucedidos, simplesmente “muito poucos de nós, ou de nossos filhos e bisnetos, estaremos vivos”. Ou seja, ele partiu da suposição de que não aconteceria uma guerra nuclear de grandes proporções, algo que efetivamente não aconteceu.

Sobre o segundo ponto, Asimov afirmou que os computadores acabariam sendo indispensáveis em todos os âmbitos.

“O objeto computadorizado móvel já está inundando a indústria, e na próxima geração vai adentrar o lar (…) A crescente complexidade da sociedade fará com que seja impossível prescindir deles.”

O processo de tecnologização seguirá transformando os empregos.

“Não que a informatização vai significar menos empregos de um modo geral, já que o avanço tecnológico sempre criou, no passado, mas empregos do que destruiu, e não há motivos para pensar que isso não será uma realidade agora também.”

Por outro lado, Isaac Asimov entendia que os trabalhos que iriam desaparecer serão apenas aqueles de rotina de escritório e aqueles trabalhos em linha de montagem o manufatura simples.

“Os robôs perfeitamente desenvolvidos para esse trabalho vão assumir o controle”, onde as novas gerações deverão se adaptar de forma adequada para os novos tempos.

Outros temas que Asimov abordou envolve o crescimento da população, que sentiria “as consequências da irresponsabilidade humana em termos de desperdício e contaminação, que serão mais evidentes e insuportáveis; as tentativas de lidar com isso serão cada vez mais extenuantes”.

Por fim, sobre o espaço, Isaac Asimov afirmou que, em 2019, o homem voltaria para a Lua.

“Nela, não teria apenas norte-americanos, mas sim uma força internacional, e não apenas para coletar rochas lunares, mas para estabelecer uma estação de mineração, que vai processar o solo lunar. Uma dessas estruturas que muito provavelmente poderia ser concluída para 2019 seria o protótipo de uma estação de energia solar, equipada para coletar energia solar, convertendo a mesma em microondas que seriam transmitidas para a Terra.”

 

Via The Star


Compartilhe