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IPTV ilegal pode sobrecarregar internet no Brasil

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Nesse momento, onde muita gente está em casa por conta do isolamento social recomendado para conter a pandemia global, muitas pessoas estão consumindo um maior volume de dados de internet e, de forma inevitável, assistindo televisão por mais tempo. E não só a TV aberta e TV a cabo: muito conteúdo por streaming é consumido todos os dias por milhões de brasileiros.

Aqui, a preocupação das operadoras de internet banda larga passa a ser a mesma das principais operadoras de TV por assinatura do país (SKY, Vivo, Claro net, Oi, etc): as IPTVs. As tais caixinhas milagrosas que prometem liberar todos os canais da TV paga sem cobrar um centavo a mais para isso (você só paga o valor do equipamento, e uma eventual taxa de manutenção, para manter o serviço ativo).

Eu nem preciso dizer que tal prática é considerada ilegal no Brasil. Esses equipamentos são vendidos por aqui de forma quase clandestina (exceto se você for na Santa Ifigênia em São Paulo, onde só faltam enfiar esses equipamentos na goela dos clientes), e o tal SKY Gato (ou NET Gato) oferece milhares de canais fechados sem o consentimento dos próprios canais ou das operadoras que prestam o serviço de forma legal.

 

 

 

Todos podem sair perdendo nesse momento

 

O prejuízo econômico para as operadoras de TV por assinatura é algo histórico. Mas os provedores de internet também sofrem com esse tipo de serviço: as TVs por assinatura ilegais ou IPTVs consomem aproximadamente 30% do volume de redes dos provedores. E os números podem piorar ainda mais em um momento onde a demanda está mais alta e motivada pelo isolamento social, que é necessário para salvar o maior número de vidas possível.

Esse elevado consumo de banda de internet promovido pelos dispositivos ilegais estão gerando enormes gargalos de rede, principalmente para os pequenos provedores que operam em diversas cidades brasileiras. Quem tem um plano de alta velocidade vai naturalmente consumir uma quantidade maior de dados, onde a proporção é quatro vezes maior para os clientes que utilizam a pirataria para assistir conteúdos televisivos.

Ou seja, o serviço de IPTV (Internet Protocol TV) tem um consumo de banda até três vezes maior do que um serviço de streaming tradicional, que já consome um elevado volume de dados – e, sendo justo, nesse momento de confinamento, já fizeram a sua parte ao reduzir o bitrate de dados dos seus conteúdos, na tentativa em reduzir até 25% do volume de dados no consumo de conteúdo, atendendo ao pedido da Anatel.

Plataformas como Netflix, YouTube, Globoplay e Amazon Prime Video reduziram a qualidade de imagem dos seus serviços para evitar que a internet brasileira fique com a sua infraestrutura sobrecarregada. Porém, as plataformas de IPTV não necessariamente contam com esse compromisso. Sem falar que as plataformas de streaming contam com um sistema que consegue espelhar as cópias de cada conteúdo reproduzido, através de um CDN, com servidores alocados a pontos próximos de cada usuário.

Já o SKY Gato usa servidores de países com regras mais bandas, e todo o tráfego chega do exterior, resultando em um link mais caro, uma maior distância de comunicação dos dados, que são mais pesados. A somatória disso é um maior consumo de banda de internet.

Hoje, são aproximadamente 4.5 milhões de brasileiros que utilizam serviços de IPTV ilegal (de acordo com a Associação Brasileira de TV por Assinatura). Não vou condenar ou abençoar o uso desse tipo de plataforma, mas nesse momento de pandemia, até para essa galera vale a pena fazer o pedido: use a internet com moderação, pois todos nós vamos precisar de um serviço de qualidade para os próximos meses.

 

 

Via Folha de São Paulo


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