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Alguém aí esperava por ele?

Sem fazer barulho ou anúncio oficial, a Apple lançou no Brasil o iPod Touch de 7ª geração, pensado nos usuários que querem ter o benefício e as funcionalidades de um dispositivo com iOS para consumo de conteúdo multimídia, mas entende que esse dispositivo não precisa se chamar iPhone (mesmo que ele receba um hardware e um preço dignos de um iPhone).

 

 

A teoria é muito diferente da prática

 

 

O iPod Touch de 7ª geração foi anunciado oficialmente em maio de 2019, e durante a sua apresentação, a Apple destacou que este é “o dispositivo iOS mais acessível”. Na teoria, pode até ser, mas apenas nos Estados Unidos, onde os preços variam entre US$ 199 (32 GB) e US$ 399 (256 GB).

Lembrando que estamos diante de um dispositivo de reprodução de conteúdos multimídia e jogos com tela de 4 polegadas, botão Home sem leitor de digitais e processador A10 Fusion (o mesmo do iPhone 7, um equivalente ao Core i5 ou i7 de sexta geração de notebooks, e compatível com os recursos de realidade aumentada). Ou seja, aos olhos de muitos, ele pode ser considerado caro demais para uma tecnologia que está defasada em vários aspectos (muita gente pode preferir uma tela maior para ver vídeos, ou um hardware mais potente para os jogos, por exemplo).

Na prática, o iPod Touch de 7ª geração no Brasil pode sair caro para tudo o que oferece:

32 GB: R$ 1.699
128 GB: R$ 2.499
256 GB: R$ 3.299

 

 

Ou seja, o novo iPod Touch de 7ª geração de 256 GB custa o mesmo que um Samsung Galaxy S10, muito mais completo nas suas possibilidades. Sem falar que o novo player multimídia da Apple não vem com adaptador de tomada no seu kit de venda (fones de ouvido EarPods e cabo Lightning para USB incluídos). Sua câmera traseira tem 8 MP (f/2.4), a câmera frontal possui 1.2 MP (f/2.2) e sua bateria tem autonomia prometida para até 40 horas de reprodução de música, ou até 8 horas de vídeo.

O relançamento do iPod Touch já era considerado questionável em um momento onde todos contam com um smartphone no bolso, mas compreensível quando olhamos para a possibilidade em explorar um mercado consumidor que eventualmente pode optar em querer ter apenas um dispositivo portátil para jogar.

Mesmo assim: quem não tem um smartphone hoje? E por que alguém vai querer andar com dois dispositivos no bolso?

E o mais importante: que preço é esse no Brasil, Apple?

 

Via MacMagazine


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