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iPhone vai à Lua e humilha Android com foto da Terra

Até no espaço a câmera do iPhone faz bullying com o Android.

A calmaria do espaço ganhou um toque de ironia terrena nos últimos dias. Enquanto a gente briga para tirar foto do prato de comida na praça de alimentação do shopping para uma eventual publicação no Instagram, quatro sortudos astronautas da missão Artemis II estão lá, bem longe, transformando um simples iPhone no dispositivo de consumo mais badalado (e distante) do Sistema Solar.

A Apple não mandou um robô superfaturado para a Lua, mas os astronautas levaram os celulares no bolso da nave, e o resultado já está dando o que falar.

Esqueça a briga de megapixels por um segundo. A selfie definitiva foi tirada a centenas de milhares de quilômetros da Terra, e o aparelho com o logo da maçã mordida na parte traseira acaba de cravar um recorde que, convenhamos, vai ser difícil qualquer concorrente bater tão cedo.

 

Um novo recorde de distância na fotografia

O cenário é esse aqui.

O iPhone a bordo (o modelo mais avançado, o iPhone 17 Pro Max) acabou de se tornar o smartphone mais distante do planeta Terra na história do consumo. A cápsula Orion já deixou a órbita terrestre e está voando rumo ao lado escuro da Lua.

Para ter noção do absurdo, a Estação Espacial Internacional (ISS) fica a meros 430 km de altitude. A Orion já ultrapassou os milhares de quilômetros.

Ou seja, se você tem um amigo chato que vive falando que levou o celular na cachoeira mais alta do mundo, é só mostrar essa notícia.

O troço está indo para onde nenhum sinal de operadora chega, provando que o “Modo Avião” mais radical é o “Modo Espaço Sideral”.

Todo esse contexto foi apresentado apenas e tão somente para que você tenha a real ideia da dimensão da façanha que a Apple alcançou com essa foto histórica.

 

A briga de megapixels subiu (literalmente) de nível

Sabe aquela treta infinita (e um pouco irritante) entre usuários de Android e iPhone sobre a qualidade final das fotos registradas pelas câmeras de diferentes dispositivos?

Então, a Apple acabou de dar um “xeque mate”, um ponto final, um argumento definitivo nessa discussão.

Enquanto os smartphones tops de linha da Samsung e Xiaomi estão presos na gravidade tirando foto da Lua cheia (com a ajuda de um pouco de inteligência artificial), o iPhone da Artemis II está tirando foto da Terra cheia.

As imagens divulgadas pela NASA nos últimos dias mostram nosso planetinha azul iluminado por uma aurora verde, com detalhes impressionantes da África e Europa. É a prova cabal de que, às vezes, o melhor equipamento não é o com mais lentes, mas o que está no lugar certo na hora certa.

O comandante Reid Wiseman chegou a brincar com o controle da missão, dizendo que se sentia “no quintal de casa tentando tirar foto da Lua” — só que, dessa vez, o quintal fica a 384 mil km de distância.

Diante dos fatos apresentados, é correto dizer que a Apple, mais uma vez, conseguiu o seu marketing espontâneo para destacar um grande diferencial do seu dispositivo mais popular.

E dessa vez, conseguiu fazer isso de forma implacável e, por que não dizer impecável.

Mas… vamos avançar neste tópico para entender melhor os movimentos da gigante de Cupertino.

 

Marketing ou necessidade? Os dois, né?

Claro que a gente não pode ser ingênuo. Até porque você é leitor deste blog, e eu escrevo sobre tecnologia na internet desde 2008.

A Apple deve estar pagando um champanhe cósmico só de ver o logotipo do iPhone flutuando na cabine da Orion. Não existe almoço grátis neste mundo, e essa marmita paga para a NASA deve ter custado uma nota preta.

No entanto, a escolha dos smartphones pela NASA não é só para fazer média com os fãs de tecnologia. Estamos falando de ciência e tecnologia o tempo todo, mesmo que esse artigo esteja mais relacionado com o marketing de um dispositivo.

O chefe da agência, Jared Isaacman (um astronauta milionário que já foi em missões da SpaceX), basicamente decidiu modernizar o estojo de ferramentas. Os iPhones estão ali ao lado de câmeras profissionais Nikon e vários modelos da GoPro.

Tudo isso, para registrar um teste que, se tudo der certo, pode marcar a volta do homem à Lua em um futuro a médio prazo. É um registro histórico também por este aspecto.

A vantagem do iPhone dentro desse contexto aplicado é óbvia: é uma interface amigável num ambiente hostil, em um dispositivo que pouco e permite que os astronautas registrem momentos espontâneos sem ter que operar uma máquina de 20 kg.

Dá para fazer videochamada do espaço?

Não, amigo. Ali é tudo offline.

A comunicação com a Terra é feita via Deep Space Network, mas o clique da foto é só deles.

 

A selfie que levou dias para ser revelada

Tem um detalhe que pega qualquer influenciador digital de calça curta: o delay.

Quando você posta um story, é instantâneo. Lá em cima, os astronautas da Artemis II (Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e Jeremy Hansen) estão viajando há dias.

A foto que a NASA divulgou agora foi tirada quando a nave deixou a órbita terrestre, e os caras ficaram “paralisados” olhando o globo terrestre iluminado de polo a polo. Christina Koch descreveu a cena como uma Terra banhada pelo brilho da Lua, o que tem um tom poético para toda essa aventura espacial.

O melhor de tudo é que, ao contrário das nossas selfies forçadas no espelho do elevador, essa imagem tem um contexto dramático real: a humanidade voltando a chegar perto da Lua depois de 50 anos.

Ah, e se você está pensando que eles vão usar o rosto desbloqueado por lá, esquece. Com o capacete, nem o FaceID funciona direito.

Mas é quase certo que você não vai ligar para isso lá do espaço, não é mesmo?

 

O futuro (e o próximo passo) é ridiculamente caro

Não se engane: esse passeio (obviamente) não é barato.

A missão Artemis II é o ensaio geral para o pouso na Lua em 2028. Enquanto a Orion dá a volta por lá (a viagem dura de 3 a 4 dias só para chegar), os engenheiros estão testando se os sistemas de suporte à vida aguentam o tranco.

E os iPhones dentro dessa equação?

Eles são os “cobaias” tecnológicos.

A especulação mais forte é que esses aparelhos estejam rodando versões especiais de aplicativos ou até servindo como interface de controle para experimentos.

Então, da próxima vez que seu iPhone 17 travar no calor de 40 graus na praia, lembre-se: existe um irmão gêmeo dele viajando a quase 400 mil km de distância, suportando radiação cósmica e temperaturas congelantes, só para tirar a foto mais cara e mais foda da história da fotografia móvel.

Agora, é só esperar que a Apple tenha a coragem de lançar esse iPhone “lunar” para o grande público, e torcer para que o caro dispositivo seja um pouco mais resistente que o modelo atual.

E para Samsung, Xiaomi, Motorola, Huawei, Realme, OPPO, Jovi e derivados… Tim Cook e companhia manda um grande #chupa para todos eles.

A discussão acabou. A Apple tem a melhor câmera de todos os smartphones.

E este assunto está encerrado.