
Se é a Microsoft que comete esses erros, todo mundo vai tacar pedra. Mas como é a Apple, sempre vai ter uma galera passando pano.
Enfim…
Um grupo de investigadores de segurança descobriu uma grave vulnerabilidade no iOS, denominada usbliter8, que afeta os chips Apple A12 e A13. O grande problema aqui é que é uma falha que está acontecendo há muito tempo, e a empresa de Cupertino não consegue resolver.
E de acordo com os especialistas no assunto, nem vai conseguir resolver. O que torna a questão mais complicada do que parece.
O que está acontecendo?

O bug crítico reside na BootROM, uma parte fundamental do processador gravada fisicamente durante a fabricação e, por isso, impossível de ser corrigida através de uma atualização de software. O melhor cenário para solucionar o problema pode (e, muito provavelmente vai) passar por uma mudança de hardware, o que sai caro e complicado para a Apple.
O problema é particularmente sério porque permite que um atacante, com acesso físico ao dispositivo, envie dados manipulados através da porta USB durante o processo de arranque, corrompendo a memória antes mesmo que o sistema operativo iOS tenha a oportunidade de carregar e ativar as suas proteções.
A falha arquitetónica torna todos os mecanismos de segurança, como o PAC (Pointer Authentication) presente no chip A13, ineficazes contra este tipo de ataque. Agora, pense que esse problema está disponível há tanto tempo no iPhone, e só agora se tornou pública.
Os modelos afetados pelo problema

Os dispositivos afetados incluem os populares iPhone XS, XS Max, XR e o iPhone 11, sendo este o modelo mais recente da lista que ainda tem suporte oficial da Apple. Além dos iPhones, o bug também se estende ao Apple Watch Series 4, Series 5 e ao HomePod mini.
Apesar da gravidade, a vulnerabilidade não pode ser explorada remotamente, exigindo que o atacante tenha posse física do aparelho e utilize hardware especializado, como uma Raspberry Pi modificada para executar o ataque.
Tal condição limita o risco para o utilizador comum, mas torna o dispositivo extremamente vulnerável em caso de perda ou roubo, pois o autor do crime poderia aceder a todos os dados. Sem falar que sempre tem alguém que pode se aproximar do dispositivo para alterar os recursos internos de alguma forma.
A empresa de segurança responsável pela descoberta conclui que, para os utilizadores que exigem a máxima proteção, a única solução viável é adquirir um iPhone com um processador posterior ao A13, uma vez que os modelos afetados ficarão permanentemente expostos a este risco de segurança.
E isso, obviamente, demanda dinheiro de qualquer pessoa.
Devo trocar o meu iPhone?
Sim, mas muito mais pelo fato de o seu iPhone já ter muito tempo de vida do que pela falha de segurança. E dá até para pensar que a Apple, de forma conveniente, programou o telefone para apresentar essa falha.
Mas isso é apenas uma absurda teoria da conspiração da minha parte.
Com tudo isso, entendo que esse tipo de brecha só existiria no mundo da Microsoft. Mas como estamos falando da Apple, ninguém vai pegar tão pesado com Tim Cook e sua turma.
Enfim, a hipocrisia…
