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iPhone 14 vs iPhone 13: o que mudou de fato?

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Eu tenho certeza que tem muita gente que está fazendo a mesma pergunta: “depois de tudo o que eu vi e li ontem, realmente mudou alguma coisa do iPhone 13 para o iPhone 14?”.

Antes de dizer rapidamente um NÃO e eliminar com as chances de obter um bom artigo para o blog, é importante deixar bem claro quais foram as coisas que realmente mudaram (se é que elas mudaram) e oferecer aos consumidores mais indecisos todas as informações pertinentes para que ele possa tomar a decisão por si.

Até porque o seu dinheiro não nasceu em árvore, e a Apple não sabe disso.

 

Um salto de potência que foi dividido por dois

Ficou claro na apresentação de ontem que o principal objetivo da Apple na nova geração do seu smartphone era oferecer produtos diferentes para tipos de usuários diferentes. As distâncias entre os modelos normal e Pro do iPhone nunca foram tão amplas, e isso tem aspectos positivos e negativos (como em tudo nessa vida).

Talvez o grande ponto de revolta para boa parte dos consumidores que pretendem comprar um iPhone hoje está na diferenciação que a Apple promoveu nos modelos apresentados ontem (7) nos aspectos de potência e desempenho.

Apenas o iPhone 14 Pro e iPhone 14 Pro Max vão receber os novos chips A16 Bionic, que está devidamente ajustado para trabalhar com todas as novas características de hardware e software que o dispositivo pode oferecer, principalmente nos aspectos da câmera.

Já os modelos padrão da nova geração do smartphone da Apple, o iPhone 14 e o iPhone 14 Plus, vão receber o processador A15 Bionic melhorado. Na prática, é o chip que está no iPhone 13 Pro e iPhone 13 Pro Max com uma GPU com 15% a mais de desempenho.

Agora, some isso ao aumento de RAM nos modelos padrão (há quem diga que são 6 GB, mas a Apple não fala sobre isso por enquanto), e teremos de forma até óbvia um iPhone 14 e 14 Plus mais potentes que os seus equivalentes lançados no ano passado.

Mas… será que isso realmente agrega valor ao iPhone 14?

O iPhone 13 ainda é (e vai continuar a ser) um smartphone que vai rodar absolutamente tudo de forma plena e sem maiores problemas ou engasgos, atendendo assim as necessidades da maioria dos usuários. Logo, não vejo aqui motivos que justifiquem a escolha pelo iPhone 14, que custa mais caro e usa um hardware melhorado do ano passado.

Ainda precisamos colocar nessa equação a maior autonomia de bateria nos novos modelos iPhone 14. A grande mudança é encontrada no iPhone 14 Plus, que entrega um tempo de uso evidentemente maior em relação iPhone 13. Mas colocando lado a lado todos os modelos considerados equivalentes (iPhone 13 vs iPhone 14, iPhone 13 Pro vs iPhone 14 Pro e iPhone 13 Pro Max vs iPhone 14 Pro Max), a vantagem da série 14 é de apenas uma hora a mais de uso.

Tudo bem, uma hora a mais de bateria pode fazer a diferença para muitas pessoas que não podem deixar o telefone morrer no final do dia. Porém, em termos práticos, não é uma diferença substancial como foi na transição do iPhone 12 para o iPhone 13. Muitos usuários podem administrar o uso do dispositivo lançado no ano passado para que ele termine o dia com energia para seguir funcionando.

Na prática, a grande maioria dos usuários não vão perceber qualquer diferença significativa no uso regular do smartphone entre um modelo e outro. E quem puder economizar algum dinheiro na escolha, que o faça. Aqui, é a Apple tentando empurrar uma narrativa que não se constrói de forma alguma.

Mas é você quem decide o que faz com o seu dinheiro. Eu só estou jogando luz aos fatos apresentados pela própria Apple.

 

Mudanças fotográficas mais significativas nos modelos Pro

Esse é outro ponto de grande distância entre os modelos normal e Pro do iPhone 14, e qualquer pessoa alfabetizada e com o mínimo de conhecimentos em tecnologia sabe disso.

O iPhone 14 e iPhone 14 Plus preservam os dois sensores fotográficos com 12 MP, que são mais que suficientes para que qualquer pessoa realize o registro de fotos e vídeos com ótima qualidade.

Tal e como acontece todos os anos, a Apple melhorou ainda mais o resultado final das câmeras nos novos iPhones, com recursos focados principalmente no registro de imagens em ambientes com baixa luminosidade.

Mas isso não significa que as câmeras do iPhone 13 (e do iPhone 12) não registram fotos e vídeos que vão atender muito bem aos anseios daqueles que querem compartilhar como foi o seu almoço naquele restaurante chique.

Então… será que vale a pena investir no iPhone 14 por causa de suas câmeras?

Tá. A câmera frontal dos novos iPhone 14 e iPhone 14 Plus contam com o recurso de foco automático, algo que pode fazer a diferença para os produtores de conteúdo na web (youtubers, vloggers, blogueiros etc). Mas… será que isso faz tanta diferença assim para a grande maioria dos usuários que só desejam ter um iPhone para chamar de seu?

A não ser que você procure por aspectos muito específicos das novas câmeras e, ainda assim, é preciso ser um usuário profissional para ter essa visão objetiva de uso. E neste caso, a maioria dos fotógrafos e videomakers com toda certeza vão se interessar nos novos iPhone 14 Pro e iPhone 14 Pro Max.

Além dos três sensores fotográficos, os novos modelos Pro do iPhone recebem um sensor principal de 48 MP com OIS e Pixel Binning, oferecendo um potencial para uma qualidade final de captação de imagem muito superior… com fotos e vídeos que podem ser utilizados em trabalhos profissionais sem maiores problemas.

Ou seja, a Apple separou os telefones para atender os diferentes perfis de usuários. Logo, cabe a você descobrir onde se encaixa e investir no produto que melhor vai atender as suas necessidades.

Mas tenha em mente que as gerações anteriores do iPhone vão atender muito bem nos aspectos fotográficos.

 

Melhorias de conectividade que não vão funcionar no Brasil (por enquanto)

A nova família de smartphones iPhone 14 oferecem as duas principais inovações de funcionalidade no dispositivo, onde ambas estão localizadas nos aspectos de conectividade.

Os novos iPhones usam o eSIM como principal meio de conexão com as redes móveis, e contam também com conectividade via satélite para serviços de emergência. São dois movimentos que a Apple faz para, quem sabe, eliminar o conector Lightning no seu smartphone… para que o produto use a recarga sem fio no futuro.

O ponto importante aqui é que os dois recursos descritos no parágrafo anterior só estarão disponíveis nos Estados Unidos e no Canadá neste primeiro momento. Ou seja, nada para o Brasil, o que reduz o valor agregado dos novos modelos e aproxima o iPhone 14 do iPhone 13.

Tudo bem, o iPhone 14 possui o novo detector de acidentes de tráfego. Mas eu realmente não entendo que apenas esse recurso pode ser um motivo forte o suficiente para escolher o novo modelo se eu tenho o iPhone 13 ou quero economizar algum dinheiro na compra de um iPhone neste momento.

Agora, some isso ao fato que a “eliminação” do notch só está presente no iPhone 14 Pro e iPhone 14 Pro Max, e fica fácil concluir que o iPhone 14 é apenas um iPhone 13 revisado e melhorado em detalhes mínimos para custar mais caro que o modelo lançado no ano passado.

Aliás, antes que eu me esqueça… a tela do iPhone 14 e do iPhone 14 Plus estão limitadas aos 60 Hz na taxa de atualização de tela, deixando os 120 Hz para os modelos Pro. E é indigesto pagar o mesmo que os melhores modelos da concorrência que entregam mais e melhor neste aspecto.

De novo: é você quem decide o que fazer com o seu dinheiro. Certo?

 

Vale a pena apostar no iPhone 14 no lugar do iPhone 13?

Acho que ficou bem claro o meu ponto de vista ao longo deste artigo. Mas chegou a hora de posicionar essa opinião de forma mais objetiva.

O iPhone 14 é o iPhone mais continuísta que a Apple lançou em sua história. É o “mais do mesmo” que, dessa vez, chega a ser algo obscenamente sem vergonha e nefasto. O novo telefone não apresenta argumentos bons o suficiente para sequer justificar o seu lançamento, que dirá a escolha daqueles usuários que só querem ter um telefone da gigante de Cupertino no bolso.

As melhorias apresentadas pelo iPhone 14 são tão residuais, que dá para chamar o modelo de “iPhone 13s” ou “iPhone 12 2.0”. Ele não invalida de forma alguma os modelos das gerações anteriores, que receberam automaticamente um valor agregado que pode impulsionar as vendas desses modelos que ainda vão receber bons anos de atualizações e vida útil.

E coloque nessa equação o fato do iPhone 14 no Brasil ser até 85% mais caro em relação ao restante do mundo. É muita coisa. E é bem fácil pensar que até mesmo quem tem condições de comprar o novo telefone vai importar o dispositivo, como sempre fez.

No caso do iPhone 14 Pro e iPhone 14 Pro Max, as novidades são mais evidentes, e esses modelos devem chamar a atenção daquele grupo de usuários que sempre se interessaram pelo uso mais hardcore com o smartphone da Apple.

O novo notch, os novos sensores fotográficos, o novo processador e as funcionalidades específicas do iOS 16 para os dois modelos são argumentos muito bons para que os usuários avançados ou profissionais procurem os novos iPhone 14 Pro e iPhone 14 Pro Max.

Aliás, o iPhone 14 Pro pode ser considerado a melhor relação custo-benefício entre os novos modelos apresentados pela Apple, mesmo com o seu valor final elevado no Brasil. Ele entrega o melhor dos mundos sendo menos caro que o iPhone 14 Pro Max.

E, ainda assim, é importante reforçar mais uma vez que o iPhone 13 Pro e o iPhone 13 Pro Max ainda são excelentes smartphones, que podem ser muito úteis nas mãos daqueles usuários que querem (ou precisam) economizar algum dinheiro na compra de um novo telefone da Apple.

No final das contas, o grande vencedor no lançamento dos novos iPhones foi o iPhone 13 (e, em alguns casos, até o iPhone 13 Mini, que foi descontinuado, mas alguns usuários certamente vão atrás dele), que é mais barato que o iPhone 14 entregando praticamente a mesma coisa.

Se eu fosse você, investiria o meu dinheiro ou no iPhone 13, ou no iPhone 14 Pro. São hoje as versões do smartphone da Apple que entregam as melhores relações custo-benefício que qualquer usuário pode encontrar neste momento.

Mas o dinheiro é seu. E você tem o legítimo direito de fazer com ele o que quiser.

Espero ter ajudado de alguma forma.


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