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Tá, chegou a hora de falar sobre esse elefante branco que está entrando na sala de cada brasileiro que está pensando seriamente em comprar um novo iPhone 12 no Brasil, independente do modelo escolhido. Os rumores sobre os possíveis valores que a Apple pode cobrar por aqui pelos seus novos smartphones já estão circulando nos sites especializados, e eu só tenho uma reação diante das informações passadas…

 

 

 

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA…. COF, COF… HAHAHAHAHAHAHAHAHA….

 

Espera… vou respirar um pouco antes de continuar… minha barriga está doendo de tanto rir…

E, antes de continuar, eu não estou rindo dos veículos que compartilharam a informação vazada. Sendo bem sincero, eu realmente acredito que os valores serão os divulgados, pois o MacMagazine dificilmente erra nos seus vazamentos, e porque a Apple é bem sem noção no Brasil.

 

 

 

Entre R$ 7 mil e R$ 14 mil: quem encara esses preços?

 

 

De forma direta e sem muita enrolação: o MacMagazine informa que a nova família de smartphones iPhone 12 da Apple pode custar no Brasil entre R$ 6.999 (iPhone 12 Mini de 64 GB) e R$ 13.999 (iPhone 12 Pro Max de 512 GB). Os novos iPhones estariam disponíveis no Brasil em 20 de novembro, uma informação que se alinha com outro vazamento da Vivo ocorrido um pouco antes da informação sobre os preços chegar ao grande público.

Eu evito comentar rumores nesse blog, pois rumor só se torna notícia quando ela se confirma. E quando um rumor não é confirmado, nós ficamos com uma barriga jornalística desagradável. Mas neste caso, acho que é importante fazer um exercício matemático, pois é um rumor bem crível.

Acho inútil discutir se os novos iPhone 12 são caros por aqui. Todo mundo sabia que esses smartphones custariam bem caro no mercado brasileiro, e todo mundo sabia também que os modelos mais caros do dispositivo iriam ultrapassar fácil a casa dos R$ 10 mil. Logo, vamos nos focar no que realmente importa.

As mudanças de design, o novo processador, os novos sensores fotográficos, os novos recursos de recarga, o sensor LiDAR e a ausência de um carregador decente no kit de venda justificam os preços dos novos iPhones?

Acho que não. Mas só acho. Você faz com o seu dinheiro o que você quiser.

Eu realmente não sei quantas pessoas no Brasil estão dispostas a comprar um iPhone 12 que tem uma cotação de dólar estabelecido pela Apple de absurdos R$ 9,60 (em média). E mesmo todo o infernal ano de 2020 e uma cotação do dólar no Brasil que disparou explicam direito esses preços.

 

 

 

Compra quem quer, economiza quem tem grana

 

 

Quem tem dinheiro para queimar em um smartphone como esse que o faça. Cansei de tentar evitar que as pessoas continuem alimentando as práticas nefastas da Apple no Brasil. Eu evoluí a ponto de não mais chamar essas pessoas de otárias… neste post.

Agora, se você acha que a Apple quer mesmo é lucrar em cima das pessoas que estão dispostas a pagar o preço que for apenas pelo status do iPhone 12, sempre vale a pena lembrar as alternativas possíveis para quem quer ter um iPhone sem precisar se prostituir para Tim Cook.

Aqui, não tem outra escapatória: importe o smartphone se puder. Não estou falando para você cumprir à risca a piada do “pegar um voo para Miami, passar um final de semana lá, comprar o iPhone 12, voltar para casa e ainda ficar com o um troco”, pois apesar da piada ser válida e verdadeira, você não pode ir para os Estados Unidos nesse momento.

Mas é possível pedir para o amigo comprar o produto lá fora e mandar para você. Ou até mesmo comprar no Paraguai em dólares mesmo, pois mesmo em uma cotação de R$ 5.75 (no momento em que este post foi produzido, o dólar no Brasil está R$ 5.55, mas você bem sabe como as coisas são bem dinâmicas por aqui…) o dispositivo sai muito mais barato do que o preço da Apple no mercado nacional.

Vamos aguardar pela confirmação oficial da Apple. Porém, fica o registro que esse cenário deixou de ser considerado aceitável faz tempo. iPhone no Brasil é puro status, definitivamente. E qualquer smartphone que custe até R$ 14 mil não se justifica.

Mesmo que ele tenha a tela dobrável. Não é mesmo, dona Samsung?

 

 

Via MacMagazine, Tecnoblog


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