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O lançamento do iPhone 11 fez a Apple voltar a apostar em um smartphone menos caro para atrair um número maior de usuários. E foi um pouco além do que a estratégia adotada no iPhone XR.

O preço é algo cada vez mais importante para um consumidor comprar um smartphone, e o iPhone não seria exceção. Com o passar do tempo, o status que o telefone da Apple tinha foi perdendo força, e o maior ciclo de renovação somado aos modelos de gigantes como Xiaomi e Huawei, que oferecem tops de linha com preços muito mais atrativos colocam a Apple em uma situação bem complicada.

A Apple optou por oferecer o iPhone 11 a US$ 699, e isso foi um acerto, sem dúvida. Porém, enquanto este modelo é o mais vendido da atual geração, o iPhone 11 Pro Max, que entrega uma maior margem de lucro para a gigante de Cupertino, é o menos vendido nesse momento.

 

 

Existe o interesse no iPhone 11, mas o preço é essencial

 

 

As pessoas ainda gostam do iPhone, mesmo com o status desgastado. Porém, o preço se transformou em um problema cada vez mais sério, a ponto dos usuários recorrerem a modelos mais antigos, como o iPhone 6s e iPhone 7. Exclusivamente porque são mais baratos.

Soem isso às boas vendas do iPhone 11, e concluímos que o consumidor não está mais disposto a pagar qualquer preço por um iPhone. Pelo contrário: o problema é tão sério, que a Apple cogita um iPhone SE 2, algo que todos encaram como um acerto, mas nem todos estão convencidos que este é o caminho correto.

A preocupação está na tendência da Apple em reduzir o preço médio de venda do iPhone, o que pode ser compensado pela divisão de serviços, mas a conta pode chegar na estreia dos modelos com tecnologia 5G, que deve ter um preço final de venda muito mais elevada.

De forma simples e direta: a Apple está mal acostumando os usuários com preços “baixos demais”, e a bomba relógio já estaria armada contra a própria Apple, podendo explodir com o lançamento do iPhone 5G, que terá um preço final de venda de, no mínimo, US$ 150 a mais comparado com os modelos da geração atual.

 

 

Será que o usuário da Apple vai pagar a mais pela conectividade 5G? Tudo depende de quando esse smartphone vai chegar. Se o iPhone 5G for lançado em 2020, sua acolhida pode ser muito fria, uma vez que o 5G só deve vingar de verdade nos Estados Unidos em 2021.

A Apple pode então optar por uma estratégia mista para evitar um súbito aumento de preço, o que impactaria de forma negativa nas vendas. Ou pode deixar o iPhone 12 com o 4G e o iPhone 12 Pro e iPhone 12 Pro Max com o 5G. Algo mais plausível para amortizar a queda de preço do seu smartphone.


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