
Desde os primeiros rumores sobre o iPad Pro 2025, ficou claro que a Apple queria redefinir o que um tablet pode ser. O anúncio do chip M5 confirmou isso: trata-se do mesmo processador presente nos novos MacBooks, agora transportado para um corpo ultrafino e leve.
A fusão entre desempenho e portabilidade aproxima o iPad de um laptop mais do que nunca, porém sem abandonar sua essência de toque e mobilidade. A Apple mantém a ideia e filosofia de entregar um dispositivo que funcione como um computador, mas com a liberdade de um tablet.
O caminho para a maior potência era o mais óbvio de todos, e oferece interessantes upgrades para o iPad Pro. Mas… será que não passou da hora do tablet profissional da Apple receber o macOS de uma vez por todas?
M5 como centro de tudo

O processador M5 combina uma CPU de até dez núcleos, uma GPU com ray tracing de aceleração de hardware e um Neural Engine com 16 núcleos dedicado a tarefas de inteligência artificial. Os números não apenas impressionam no papel: prometem mover programas de edição de vídeo 4K, modelagem 3D e processos criativos complexos de forma fluida, sem perdas de desempenho.
A empresa destaca que o novo chip entrega até 3,5 vezes mais eficiência em tarefas de IA e 5,6 vezes mais potência gráfica em relação ao M1, o que coloca o novo Pro em outro patamar. E reconheço que essa comparação soa até injusta, para não dizer grosseira.
Mais do que o desempenho bruto, há uma ambição de aproximar o iPad da experiência Mac. Quem acompanha a trajetória da Apple percebe que esse é um movimento consistente: a cada ano o sistema operacional iPadOS se torna mais capaz, e o hardware acompanha.
No modelo de 2025, essa relação ganha forma prática — o tablet realiza multitarefas, gerencia janelas e executa fluxos profissionais com naturalidade. A promessa é que o limite entre portabilidade e produtividade finalmente comece a desaparecer.
Porém, o principal objetivo da Apple com o M5 no iPad Pro não é exatamente colocar o tablet na mesma janela de funcionamento e operação dos computadores com macOS. Na verdade, alguns encaram esse movimento como uma grande estratégia e marketing.
Ele ainda é um tablet

Um ponto curioso é como o iPad Pro vem se tornando vitrine para o avanço dos chips Apple Silicon. Assim como o M1 definiu uma era nos MacBooks, o M5 parece iniciar um novo ciclo no universo dos tablets.
O salto tecnológico é nítido, especialmente no uso profissional. Designers, editores e artistas digitais encontram nele um pacote completo: velocidade, precisão e resposta imediata. Nem mesmo tarefas pesadas de renderização ou cálculo são um obstáculo.
Apesar de todo o poder, o iPad continua sendo um tablet — e essa característica é parte da proposta. O que muda é o conceito de limites: ele já não se restringe à reprodução de mídia e à navegação, mas entra em terrenos que antes exigiam um computador completo.
A mudança de paradigma é o que torna o iPad Pro 2025 tão interessante: ele não quer substituir o laptop, mas desafiar seu papel.
E neste contexto, desafiar é diferente de canibalizar. O que garante as vendas do MacBook para os usuários que optarem por uma proposta de produto que certamente vai entregar a experiência mais completa e profissional possível.
Isso não quer dizer que o novo iPad Pro (2025) não seja para profissionais. Mas quem depende de um notebook deve continuar a investir a mais para ter o portátil como principal ferramenta de trabalho.
O que muda é a liberdade de escolha: o iPad Pro faz o mesmo que o MacBook, mas com um teclado destacável.
Bom… mais ou menos isso.

