
Quando a Avell anunciou a ampliação da linha Ion A65 com as novas RTX 5050 e 5060, poucos imaginaram que a marca brasileira estava entregando uma combinação que nem os gigantes internacionais trouxeram para o país. Estamos falando do único notebook no Brasil que casa o processador Intel Core i9-14900HX com as GPUs mais recentes da NVIDIA em pleno 2026.
Não é exagero: profissionais de arquitetura, engenharia e criação 3D finalmente encontram uma máquina que não faz hora extra para rodar softwares pesados. E a melhor parte disso é que ela vem com tela de alta taxa de atualização e bateria maior, dois pedidos antigos de quem vive na estrada.
Se você é daqueles que acham que notebook nacional é sinônimo de atraso tecnológico, senta que lá vem textão para desconstruir esse mito de uma vez por todas.
O combo inédito que põe os concorrentes no bolso

Enquanto o mercado brasileiro se acostumou a receber configurações capadas ou defasadas de processadores, a Avell simplesmente ignorou essa regra. O Ion A65 desembarca com o Intel Core i9-14900HX, um chip de 24 threads e clock que chega a 5,8 GHz, acompanhado pela RTX 5050 com 8 GB de memória GDDR7 — e olha que essa placa mal foi lançada no exterior.
Para quem vive de renderização, modelagem 3D ou compilação pesada de código, isso significa uma coisa: tempo.
Tempo que você não passa mais olhando para a barrinha de carregamento ou esperando o AutoCAD responder depois de um comando simples.
A combinação inédita no país posiciona o Ion A65 como uma workstation móvel de respeito, capaz de segurar o tranco onde muitos notebooks gamers tradicionais já começariam a engasgar.
Vladimir Rissardi, CEO da Avell, define isso como “engenharia de nicho”, um jeito rebuscado de dizer que a marca finalmente entendeu que profissional nenhum quer escolher entre processador bom e placa de vídeo decente.
Pois é, parece óbvio, mas até agora ninguém havia entregado isso por aqui.
Tela de 180 Hz: o luxo que virou necessidade

Outro ponto que merece aplausos é a tela QHD+ de 15,6 polegadas com 180 Hz. Se você acha que 180 Hz é exagero para trabalho, experimente rolar um projeto no Revit ou arrastar uma timeline no Premiere com 60 Hz para ver o desconforto.
Neste caso, a fluidez não é frescura: é produtividade pura, e os olhos agradecem depois de oito horas de expediente.
A Avell também caprichou na memória e no armazenamento, com opções que vão de 16 GB a 64 GB de RAM DDR5 e SSD NVMe de até 2 TB. Ou seja, a máquina não te obriga a escolher entre velocidade e capacidade.
E para quem pensa no futuro, o modelo suporta até 96 GB de RAM, um número que até pouco tempo atrás era privilégio de desktops parrudos.
Ah, e um detalhe que passa despercebido pelos usuários mais desatentos: a webcam é Full HD. Em tempos de reunião atrás de reunião, finalmente um notebook “parrudo” entrega uma imagem que não parece ter sido gravada numa batata.
Bateria de 80Wh: a revolução silenciosa

Agora, vamos falar do calcanhar de Aquiles de qualquer notebook de alta performance: a bateria.
O Ion A65 vem com 80 Wh, um salto considerável em relação à geração anterior. Claro que ninguém espere 10 horas longe da tomada com um i9 e uma RTX ligados, mas a autonomia extra faz diferença real para quem vive pulando de reunião em reunião ou trabalha em locais com poucas tomadas disponíveis.
Hemerson Bassetto, diretor de inovação da Avell, destacou que o design otimizado para eficiência térmica também ajuda a segurar o consumo quando a máquina não está sendo exigida ao máximo.
Traduzindo: o bicho não vai sugar energia que nem um aspirador de pó quando você estiver só respondendo e-mails.
É um equilíbrio difícil, mas a marca parece ter acertado a mão.
2,2 kg de potência: será que o plástico incomoda?

Vamos combinar: com 2,2 kg, o Ion A65 não é um ultrabook, mas também não é um tijolo.
O peso é justificável diante do hardware que ele carrega, e a espessura de 2,6 cm permite encaixá-lo numa mochila sem precisar de um carrinho de mão.
O ponto polêmico fica por conta do chassi de plástico de alta densidade. Em um mercado que cada vez mais adota alumínio e magnésio, a escolha da Avell pode soar como um passo atrás.
No entanto, a decisão tem lógica, pois manter o preço minimamente competitivo e o peso sob controle. Quem prefere acabamento premium vai desembolsar bem mais em concorrentes como o ROG Zephyrus, que entrega menos desempenho por um preço salgado.
A ausência de sistema operacional de fábrica é outra decisão controversa, mas que agrada quem já tem licença do Windows ou prefere Linux. Dá para encarar como economia, já que você não paga por um software que não vai usar.
Sustentabilidade e mercado: o pulo do gato da Avell

A Avell posiciona o Ion A65 como um produto que também pensa na sustentabilidade.
Bateria mais durável, eficiência energética e a possibilidade de expandir memória e armazenamento sem trocar de máquina contribuem para um ciclo de vida mais longo do equipamento. Em um momento em que o descarte eletrônico é pauta global, qualquer movimento nessa direção é bem-vindo.
O lançamento chega num momento estratégico. Com a demanda por workstations portáteis crescendo no Brasil, especialmente nos setores de arquitetura, engenharia, games e produção de conteúdo, a marca nacional aproveita a janela aberta pela escassez de produtos importados com configurações similares.
Profissionais que antes recorriam a marcas estrangeiras agora encontram no Ion A65 um concorrente à altura, com o bônus do suporte e garantia nacionais.
E isso vale ouro quando o equipamento custa mais de R$ 9 mil e é sua principal ferramenta de trabalho.
Vale a pena?

É claro que, no papel, tudo é lindo. E é o que estamos avaliando neste momento.
O Avell Ion A65 tem como principal predicado a possibilidade de flexibilidade na composição de suas especificações técnicas. Dessa forma, o usuário tem a liberdade de escolher o que é melhor para si.
O grande problema é que, neste momento de crise das memórias, escolher a quantidade de RAM e armazenamento pode representar um enorme rombo financeiro para o consumidor. Os preços estão subindo, e devem escalar níveis (quase) intangíveis para a maioria.
Pensando nessa perspectiva, investir de forma consciente no Avell Ion A65 pode sim ser sinônimo de bom negócio. Para quem puder investir no modelo Pro, com 32 GB de RAM e 1 TB de armazenamento em SSD (e Windows 11 Pro), o investimento se justifica plenamente…
…desde que você saiba o que está comprando, algo que esse artigo fez.
A não ser que você queira algo ainda mais premium e ultrafino (e menos potente, na maioria dos casos), o Ion A65 tem tudo para atender às expectativas de quem procura um equipamento potente para as tarefas mais pesadas.
Mas no final das contas, a decisão, como sempre, é sua.
