A Intel realizou ontem (25) em São Paulo (SP) um workshop focado na sua tecnologia para aumento de desempenho em equipamentos informáticos, a Intel Optane.

O encontro aconteceu no restaurante Les 3 Brasseurs no bairro do Itaim Bibi, e o ambiente mais informal ajudou a apreciar melhor as informações oferecidas pelo time técnico e executivos da Intel no Brasil.

Não é a primeira vez que a Intel apresenta a tecnologia Optane para a imprensa. Porém, a empresa decidiu atualizar os jornalistas sobre como essa tecnologia efetivamente melhora o desempenho do equipamento informático, e qual é a abordagem que a empresa quer oferecer para o grande público.

Uma das preocupações da Intel foi em reforçar que a tecnologia Optane, apesar de ser chamada de “memória”, não é uma memória do tipo RAM, muito menos um módulo de armazenamento (apesar da empresa contar com uma SSD Optane, mas o conceito nesse caso é outro).

A Intel Optane atua como um intermediário entre o hardware e o software, atuando como memória complementar para os aplicativos mais utilizados pelo usuário. Ela identifica os aplicativos mais executados no computador, e acelera a execução dos mesmos.

 

 

Não apenas a execução desses aplicativos, mas a inicialização do computador com Windows 10 também é implementada. Nas demonstrações realizadas pela Intel, é possível realizar uma inicialização completa do sistema operacional da Microsoft com um hardware levemente inferior (com menos RAM) com a Intel Optane até três vezes mais rápido do que um equipamento com características técnicas similares ou superiores sem o recurso de aceleração.

E não estamos falando de equipamentos com um hardware inferior. Estamos falando de computadores com processadores Intel de sétima ou oitava gerações (que são compatíveis com o Optane), nos mais diferentes formatos (desktops, mini-PCs, notebooks, etc).

A grande aposta da Intel com a tecnologia Optane está em convencer o grande público que é possível ter um computador com uma melhor experiência de uso com a adição de um recurso que tem um custo menor do que a troca de um SSD ou a inclusão de maior quantidade de RAM no equipamento atual.

E é uma aposta correta. Bem sabemos como um SSD de 1 TB custa muito caro (os preços estão caindo, mas ainda é proibitivo para a maioria), e com o mercado de memórias RAM ainda tentando equilibrar oferta e demanda, os preços continuam elevados.

No final das contas, com um investimento de aproximadamente R$ 200 em média, você pode obter uma considerável melhora de experiência geral no equipamento informático.

 

 

Uma coisa que a Intel deixou bem claro nessa apresentação, e que vale a pena reforçar aos usuários interessados: a Intel Optane consegue entregar um melhor desempenho na execução de programas muito utilizados, na inicialização e na abertura de aplicativos. Mas é isso.

Gamers, editores de vídeo e editores de tarefas gráficas, tenham a consciência que a Intel Optane não vai melhorar o desempenho de jogos que exigem máxima performance, não vai renderizar vídeos mais rapidamente e não vai finalizar fotos pesadas mais rapidamente.

Não existem milagres. Ainda.

Eduardo Moreira viajou para São Paulo (SP) a convite da Intel do Brasil.